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A Nova Quadrilha
No
primeiro ano de seu primeiro mandato presidencial, Lula da Silva capitaneou
a formação de uma quadrilha para as festas juninas na Granja do Torto. À
época, circularam pela Internet fotos dos mais diversos Chefes de Estado do
mundo acompanhados de seus respectivos cônjuges e familiares: a Rainha da
Inglaterra, o Rei da Suécia, a Rainha da Holanda, o Rei da Dinamarca...
Destacavam-se por seu porte firme e decidido, homens com mãos enluvadas
segurando suas espadas, todos em brilhantes uniformes de estilo militar, com
faixas e medalhas, acompanhados de suas esposas também em trajes brancos de
gala, com luvas brancas e sentadas de maneira composta e régia. A estes se
comparava o casal Lula da Silva em seus trajes de quadrilha, invariavelmente
vinha com algum comentário jocoso sobre cada povo ser representado pelo tipo
de líder mais consentâneo com a sua realidade, coisas assim.
Que me
recorde, após a revelação da quadrilha – associação criminosa – que Lula da
Silva também capitaneava segundo o Procurador Geral da República, não se
divulgou mais as festas juninas no Torto.
A
quadrilha do primeiro mandato sofreu algumas baixas – nada de muita monta ou
relevância: os quadrilheiros foram reeleitos com o dinheiro das elites
políticas, empresariais e econômicas que dominam o cenário nacional
praticamente desde que os pardais foram trazidos para o Brasil nas primeiras
caravelas. Outros seguem nas mesmíssimas atividades, com um pouco mais de
discrição, embora despidos de seus cargos oficiais. A alegria do Sr. Delúbio
Soares, entre muitos aplausos de uma platéia curiosamente simpática ao
fraudador no último dia 1º de Maio vem a comprovar o que ele mesmo disse a
respeito de todas as falcatruas que perpetrou: “breve isso não passará de
piada de salão...”
Para o
segundo mandato foi necessário montar uma nova organização que inclui vários
personagens que eram brutalmente hostilizados no primeiro. O Sr. Blairo
Maggi, por exemplo, campeão em desmatamentos e enriquecimento discutível,
recebia vitupérios de uma senadora histérica, sua conterrânea que, a cada
ida à tribuna, falava dele cobras, lagartos e escorpiões entre estridências
esganiçadas. O discurso dela parecia correto – não a forma, muito
escandalosa para uma Senadora da República, mas o conteúdo. Reeleito Blairo
Maggi, governador de Mato Grosso, torna-se importante aliado político de
Lula da Silva e, repentinamente, a senadora muda completamente de discurso
chegando mesmo, num momento de inspiração (ou mera piração) a chamá-lo de
“herói nacional”...
Em
síntese,
para a montagem da nova organização, com vistas a fazer facilmente a
maioria parlamentar de que necessita, por um preço estipulado (oriundo, cabe
lembrar, dos impostos que pagamos), cooptou todos os amigos do alheio a uma
ampla “coalizão” – se é que o nome cabe a um balaio desses... A finalidade precipual é a de manter a legislação complacente para com o grande capital
especulativo, proteger o governo contra denúncias de corrupção que os
escândalos seguem num crescendo em escalada veloz sem “pegar” em Lula da
Silva e buscar “reformar”, ou seja, destruir a legislação trabalhista e
previdenciária no pouco que ainda protege os do andar de baixo e
reestruturar a ordem tributária pois os de cima se queixam mais do que nós,
comuns dos mortais, que
pagamos os impostos mais escorchantes do planeta: 40%,
dois quintos dos infernos.
O “complô das elites”
Antigo
bordão lulo-petista, hoje carece totalmente de sentido fora do discurso para
a plebe.
Elite Econômica?
Donos de
Bancos que mais lucram em toda a história do Brasil; especuladores
internacionais, participantes da jogatina das bolsas jamais se beneficiaram
tanto com os juros mais elevados do planeta Terra; donos de empreiteiras que
cobram mil, pagam trezentos “por fora” a quem lhe facilitou a concorrência –
e é disso que o irmão de Lula e o Senador Renan Calheiros são suspeitos,
entre tantos outros já comprovados – realizando serviços pífios por menos de
cem, sempre com dinheiro público; latifundiários, na moda chamá-los de “agroexportadores”,
generosamente subvencionados e isentados de impostos pelo governo
complacente.
Elite Política?
Antigos
participantes e entusiastas da ditadura militar como o ex-presidente da
ARENA, o hoje senador José Sarney, maranhense eleito pelo Amapá; o fundador
do PP, Sr. Paulo Salim Maluf, que dispensa maiores apresentações, o Sr.
Collor de Mello, idem; o ideólogo do plano de endividamento e engessamento
da economia nacional durante a ditadura, Sr. Antônio Delfim Netto,
interlocutor privilegiado dos ideólogos dos planos econômicos macabros deste
governo, entre tantos, todos hoje aliados e mentores do governo Lula da
Silva; da geração, por assim dizer, “mais recente” temos Blairo Motosserra
Maggi, biliardário governador de Mato Grosso; José Serra e Aécio Neves,
tucanos seduzidos pela possibilidade de aliança com o PT para a eleição
presidencial de 2010 (são inacreditavelmente ingênuos ou há algo que não
entendo em seu maquiavelismo...)
Elites das
Comunicações?
Donos de
concessões televisivas lucram uma barbaridade com as facilidades
proporcionadas pelo BNDES e as mais perdulárias verbas de propaganda de toda
a nossa história. Pululam nas emissoras as propagandas governamentais
apresentando um país de sonhos e fantasia a nós que não conseguimos
despertar deste pesadelo macabro.
Na
Venezuela foi muito diferente: a maior empresa privada de televisão apoiou o
seqüestro e tentativa de deportação de Hugo Chavez, protagonizada por
militares estadunidenses a exemplo do que haviam feito meses antes com o
presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, seqüestrado e deportado para a
África. Os detalhes receberam um muito
bem elaborado documentário elaborado pelos irlandeses Kim Bartley e Donnacha
O Briain, intitulado “The Revolution will not be Televised” NADA
justifica a censura. Mas os motivos que conduziram Hugo Chavez àquele
extremo estão ali explicitados em detalhes.
No
Brasil é completamente diferente... TODA a elite das comunicações apoiou a
reeleição de Lula da Silva e o vem apoiando sistematicamente em troca das
benesses do BNDES e das vultuosas somas em propagandas maravilhosas acerca
de um Brasil que só nelas existe.
Detalhe
importante: a censura, no Brasil, permanece pairando como Espada de Dâmocles
sobre os projetos menores que apresentam dados concretos sobre o Brasil
verdadeiro, como esta página. A cada momento em que o governo produz um novo
escândalo de corrupção, malversação de verbas públicas, suborno, latrocínio
ou incompetência a primeira atitude da corja bajuladora do lulo-petismo
consiste em buscar meios de legitimizar a censura prévia a tudo quanto venha
a contestar a versão exorbitante, fantasiosa, das explicações oficiais para
as ocorrências. De vez em quando surge uma proposta de “regulamentação das
comunicações pela Internet e telefones celulares”. Em síntese, sua proposta
se resume a: “o que for a favor, a gente deixa. O que for contra, a gente
censura”. Este é um perigo tão real e verdadeiro quanto a lista interminável
de escândalos produzidos pelo governo Lula.
Listados aqui.
“A Lei é
Clara!”
Vivemos
num país com leis claras e lapidares.
As
elites políticas, econômicas, latifundiárias e empresariais em torno do
lulo-petismo podem tudo que há uma severa legislação de proteção para o que
quer que pratiquem. Leis elaboradas por eles mesmos para se auto-protegerem,
têm uma eficácia absolutamente inegável!
Os
miseráveis ficam com o pão duro do bolsa-esmola e o circo bufo-trágico das
propagandas governamentais que apresentam na telinha um país completamente
diferente deste em que vivem os brasileiros reais.
Todo
homem livre e de bons costumes, brasileiro honesto e honrado que busque
fazer valer direitos inalienáveis à pessoa humana previstos pela Declaração
Universal dos Direitos Humanos, não encontrará eco na legislação brasileira
e sofrerá as mais duras penas das leis pátrias elaborada pelos poderosos
para protegê-los contra “os de baixo”.
Os ex-operários que, no poder,
mudam de lado
Findo
estas notas com a BRILHANTE citação de Mikhail Bakunin compilada pelo meu
Amigo Robson Achiamé, da Revista Letralivre.
Expulso
da Primeira Internacional pela camarilha do Sr. Marx há mais de um século, a
observação daquele gigante da política é atualíssima!

Lázaro Curvêlo
Chaves – 14/06/2007
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