| A Herança Maldita de FHC - Sérgio Miranda - Resenha Crítica Clique sobre a imagem para ler o texto na íntegra Publicação do gabinete do deputado Sérgio Miranda – PcdoB-MG em Fevereiro de 2003 Consta que, atualmente, Sérgio Miranda, Autor dessa Obra irrepreensível, está filiado ao PDT mineiro. Aquela publicação, amplamente distribuída pelo Brasil, teve esgotada a sua tiragem de 20.000 exemplares em pouquíssimo tempo. À época, o PCdoB, através de seu site “Vermelho” mantinha no ar a íntegra do texto para leitura on line e o disponibilizava também para download. Por algum motivo, o texto desapareceu da página do “Vermelho”; fora do ar também a página de Sérgio Miranda e todos os esforços da página “Cultura Brasileira” para entrar em contato com ele foram baldados. Tive o trabalho de digitar e levar ao ar esta peça que não pode simplesmente ser varrida da história. Clique aqui para lê-la na íntegra. Amplamente divulgada gratuitamente em formato papel, por cortesia do gabinete do então deputado Sérgio Miranda (com o nosso dinheiro, portanto) E amplamente distribuída pela Internet através do site “Vermelho”, assim como do site que Sérgio Miranda mantinha no ar, claramente o texto foi elaborado para ser amplamente divulgado. Eu o reproduzo em minha página com uma saudação pelo árduo e – imagino eu – doloroso trabalho feito por quem assistiu, provavelmente com certa angústia, Lula da Silva trilhar celeremente os mesmos caminhos criticados por Sérgio Miranda em FHC na prática, embora sempre criticando-os em discursos diversos.
O FMI vem sendo co-gestor da economia do país desde 1998 até esta data
Sérgio Miranda, já no início, informa que não pretende fazer “o julgamento de um homem, mas de um caminho”. Enfatiza que Collor de Mello, o primeiro presidente eleito pelo povo após 26 anos de Ditadura Militar (1964 – 1990), com sua proposta de “choque de capitalismo”, já havia ensaiado o ingresso do Brasil no mundo globalizado e deixou a seus sucessores o legado do conhecimento de que não se pode retirar uma grande quantidade de recursos de circulação – que os Economistas chamam de M1 – de uma só vez. Há que se fazê-lo aos poucos, arrochando salários, liberalizando preços, aumentando e concentrando impostos que jamais revertem a favor de quem os paga, mas, sobretudo concentrando os recursos maciçamente nas mãos dos banqueiros e mega-especuladores do mercado de capitais no que hoje conhecemos como capitalismo de cassino, que tomou conta do mundo ocidental. Os idealistas e poetas tendem a ser ingênuos e, possivelmente, entre ingênuo e idealista, Sérgio Miranda, na Obra que analiso, considerava possível “destruir a herança maldita” – e isso em 2003, quando, pela nomeação do banqueiro com trânsito aberto na jogatina do mercado internacional Henrique Meirelles foi indicado “pelos mercados” e confirmado por Lula da Silva na presidência do Banco Central, algo como entregar à Raposa a vigilância do galinheiro... Momento em que toda a esquerda (eu incluso) desembarcou da canoa do coveiro da Esperança. O povo brasileiro, com a Esperança estilhaçada por Lula da Silva, entrou num processo depressivo do qual não saiu até hoje. Sérgio Miranda ainda se iludiu por algum tempo, depois saiu (ou saíram-no, não está bem claro...) do PCdoB e filiou-se ao PDT, curiosamente ainda apoiando Lula da Silva que, de fato, não desmontou a herança maldita de FHC, muito pelo contrário, havia medidas que somente alguém com livre trânsito entre as centrais sindicais e o MST poderia tomar; determinadas “flexibilizações” na legislação trabalhista, um arrocho brutal na Previdência (quem não se lembra de Berzoíni, primeiro Ministro da Previdência de Lula da Silva que, estouvado, obrigou as pessoas com mais de 80 anos a comparecer pessoalmente a um posto do INSS para explicar o que diabos ainda faziam vivas e recebendo aposentadorias e pensões) e a paralisação total de qualquer propensão a uma Reforma Agrária digna desse nome. O PT, no poder, foi celeremente para a direita, levando consigo e um grande número de pessoas que ainda guardavam algum viés ideológico segundo o qual o povo deve ser levado em conta em primeiro lugar para, só depois, se pensar em mimos aos ricos. Já em 2003 Lula da Silva comemorava a queda do risco-país em nossa combalida Nação. O risco-país mede a capacidade e vontade política do governante de seguir cumprindo o receituário da tróica maldita (FMI-OMC-BM) mesmo que às custas do bem-estar de seu próprio povo. Além de não desprivatizar coisa alguma, aproveitou-se pessoalmente dos processos de privatização para, entre outras coisas ainda piores, guindar um de seus filhos da condição de zelador de Zoológico à de Empresário Bem-Sucedido e riquíssimo, sócio inclusive de uma das operadoras privadas de telefonia que mais cresce e recebe benefícios governamentais generosos. Lula da Silva realizou religiosamente, como um escolar que “faz o dever de casa”, vários leilões de privatização de Estatais além de haver criado um monstrengo chamado PROUNI, através do qual aloca recursos que seriam mais bem empregados aprimorando o Ensino Público e remunerando condignamente o profissional de Educação, aloca-os, enfim, a vários estabelecimentos de ensino abaixo da crítica, muitos inclusive “à distância”, criando uma nova casta de ricaços que exploram estudantes e o governo, levando a um sucateamento planejado do Ensino Público no Brasil. Seu descaso para com a saúde – os vários “contingenciamentos”, neste caso, desviando dinheiro da saúde a fim de pagar juros de uma dívida que jamais foi auditada, o que ficou nas promessas de campanha. Com a saúde sucateada, médicos do INSS remunerados à base de U$ 1,50 por consulta Lula da Silva vem contribuindo ainda mais que FHC para a privatização da Saúde Pública nestepaíz. Acompanhe este vídeo sobre o enriquecimento fabuloso do Lulinha, filho do criador da Quadrilha do Mensalão:
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| O BNDES segue sendo um sorvedouro de recursos públicos através do qual se financiam obras mirabolantes – muitas vezes sequer existentes – sob a batuta de José Dirceu, deputado cassado e sendo julgado como chefe da quadrilha do mensalão, segue dando as cartas no BNDES não importa quem o presida nominalmente. FHC emprestou recursos do BNDES a fundo perdido para empresas privadas nacionais e estrangeiras comprarem Estatais brasileiras? A moda pegou... Estranho... Quando eu ouvia o Lula falar coisas como “os banqueiros já lucraram muito”, entendia que ele evitaria que isso continuasse, contudo, em seu governo os bancos acumularam lucros cada vez mais astronômicos. Ele não estava criticando, estava dizendo o que acontece e iria continuar acontecendo... Quando dizia “FHC fez tal ou qual coisa!” tampouco era denúncia, era ânsia de fazer o mesmo... A corrupção e as falcatruas de FHC, particularmente para fazer passar e emenda da reeleição – em países republicanos sérios, a regra só poderia valer para o próximo presidente e, dentro da tradição BRASILEIRA, só seria possível se o presidente se desincompatibilizasse com o cargo: FHC fez chover dinheiro nos bolsos dos deputados e acabou fazendo aprovar a “reeleição válida inclusive para o atual presidente e SEM desincompatibilização”. Nas palavras do sempre lúcido Sérgio Miranda, “foi uma violação das regras republicanas do país. Há suspeitas graves de que deputados venderam seus votos...” Eu também estava entusiasmado até o iniciozinho de 2003 (até antes da nomeação do gângster Henrique Meirelles para o BACEN, francamente, o que definiu a política econômica de Lula da Silva, ficando claro finalmente que, durante a campanha ele seguiu piamente as instruções de seu marqueteiro e só dizia o que o povo desejava ouvir). Depois daquilo, nada mais me surpreendeu: a manutenção do Sarney no poder - que exerce ininterruptamente desde 1964 – como aliado político de Lula da Silva a aliar-se também com Collor, Maluf e tudo o que existe de corrupto, arcaico, conservador e fisiológico na política brasileira, nada disso surpreendeu. Ligeiramente surpreso fiquei com o fato de o PT liderar a formação de uma quadrilha – a famosa “quadrilha dos 40” segundo o Procurador Geral da República e a sucessão de escândalos em que se envolveu: mensalão, sanguessugas, obras superfaturadas, o diabo! Defendendo-se Lula dizia em 2005, quando o escândalo veio à tona, basicamente duas coisas: “os tucanos faziam a mesma coisa” e “eu não sabia de nada...” Segundo me parece, um crime não justifica outro de muito maiores proporções e, se o presidente “de honra” (DE HONRA!) do PT e da República Federativa do Brasil “não sabia de nada”, incorreu em crime de desídia – se, como até os vendedores de bolinhos de carne humana nas rodoviárias de Garanhuns sabem, ele sabia de tudo, pior ainda! – o Senado Federal perdeu a oportunidade de abrir processo de impedimento do Presidente da República. A oposição mais dócil que este país já produziu, entre crédula e cúmplice, retrucava com algo como “ele será julgado pelas urnas”, tornando simples ao criador da Quadrilha do Mensalão dizer, com toda a candura: “fui inocentado pelas urnas!” Cáspite! Como a orientação econômica do PT e do PSDB hoje é rigorosamente a mesma, não há mais – se um dia houve, hoje me questiono – diferenciação ideológica, os atos mais amargos para o povo e benfazejos ao Capital são votados alegremente por situação e oposição, sem drama algum. Projetos que causam polêmicas provincianas merecem discussões acirradas e demoradas, somente sanadas na base do suborno – “como sempre na história dessepaíz” diz o ideólogo chefe e DE HONRA do PT...
A Traição de FHC O título de um dos capítulos da Obra de Sérgio Miranda reporta, principalmente, ao fato de FHC haver traído seus próprios eleitores, as pessoas de sua classe social “com a venda de grandes empresas capitalistas – lucrativas ao governo – nacionais ao capital estrangeiro”. Falar em trair sua própria classe social, sem mencionar suas origens e mesmo sua biografia, que dizer de Lula da Silva? Ninguém esperava por isso, seja à direita, seja à esquerda. Que Lula levasse o PT, o PCdoB e até mesmo alguns ex-filósofos da falecida esquerda a pensar exatamente como a Direita mais retrógrada e conservadora é algo que poucos imaginariam. Talvez somente o General Golbery do Couto e Silva, que tanto se empenhou na formação de um Partido dos Trabalhadores no intento de se contrapor aos comunistas... Traição de FHC, traição de Lula? De FHC, talvez o termo traição caiba melhor. No caso de Lula da Silva, meramente descobrimos o que o General Golbery já sabia: o PT era uma reserva estratégica da Direita...
Crescimento descomunal da dívida (monetária e social) FHC deixou para Lula, em 2002 uma dívida de U$ 200 Bilhões – uma fortuna! Claramente aclamado nas eleições de 2002, Lula da Silva poderia ter feito, por exemplo, o que os EUA e a maioria dos países europeus fez várias vezes a fim de resgatar sua situação econômica e atender aos anseios de sua gente antes de pensar na voracidade dos credores suspeitos. Ao contrário, seguiu precisamente a linha adotada por FHC e a aprofundou. Os Juros no Brasil chegaram a estratosféricos 15% e só atualmente, diante do fracasso rotundo e endividamento crescente em que nos encontramos “os mercados” autorizaram o Banco Central do Brasil a reduzir – um pouquinho só! – a taxa de juros que ainda é a maior do mundo, atraindo ao Brasil jogadores e especuladores com seu capital-motel (vem, ganha e leva o lucro, fruto dos nossos impostos, sem fazer absolutamente nada de útil a ninguém a não ser a si próprios). E isso a tal ponto que a dívida brasileira, herdada em U$ 200 Bilhões em 2002, chega neste meado do Terceiro Mandato Lula da Silva, a impensáveis R$ 2 TRILHÕES! E subindo! E a arrecadação de impostos – que jamais revertem significativamente para quem os paga – segue batendo recorde após recorde, fazendo corar o mais burguês dos tucanos. Eles não ousaram tanto. Só mesmo Lula da Silva, com forte apoio popular e trânsito livre nas centrais sindicais poderia esfolar vivos os brasileiros e ainda manter a popularidade (mesmo maquiada, que já não é possível confiar nos institutos de maquiagem de estatísticas) elevada. Uma grande vantagem que possibilitou a Sérgio Miranda elaborar um grande trabalho é o fato de o IBGE,o DATAFOLHA, o DIEESE e vários outros institutos de pesquisa serem até então dignos de alguma confiança. Um exemplo: segundo dados do IBGE, o desemprego sob a liderança de FHC chegou a 12%, diz-nos Sérgio Miranda, mas os dados do DIEESE indicavam 18,5% de desocupação da PEA. Na Era Lula, o desemprego, segundo o IBGE, o DATAFOLHA e o DIEESE, está entre 3% e 6%. Já o Ministério do Trabalho e Emprego paga – relutantemente – o Seguro-Desemprego a cerca de 48% da PEA (População Economicamente Ativa). Enfim, o Ministério do Trabalho e Emprego, de Lula da Silva, reconhece um desemprego de quase 50% dos trabalhadores brasileiros. Já os Institutos de Maquiagem de Estatística estão profundamente fora da realidade. Qualquer pessoa, fazendo uma enquete informal em suas redondezas (no Acre, no Maranhão, em Pernambuco, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul, onde for) verá que há pelo menos uma pessoa com carteira de trabalho DESEMPREGADA em cada família Perceberia ainda que, em cada residência há pelo menos um eletrodoméstico parado por falta de recursos para mandar ao conserto (menos ainda comprar um novo!). O FMI segue dando as cartas e determinando os rumos de nossa economia segundo os interesses dos banqueiros e megaespeculadores. Recentemente, houve uma enchente em Santa Catarina e o governo não liberou um centavo para os desabrigados; na mesma semana enviou uma ajuda de U$ 50 bilhões para Portugal e, na semana seguinte o Lula da Silva recebeu um título de “Doutor Honoris Causa” diante do visível constrangimento do corpo docente da Universidade de Coimbra (não que uma coisa tenha a ver com a outra, naturalmente...) Mais? Os portugueses se queixam de seus baixos salários (girando aí em torno de 15.000 Euros – uns R$ 30.000, no barato – para faxineiros, zeladores, ascensoristas, motoristas de transportes públicos e chegando até a 80.000 ou 100.000 Euros – uns R$ 200.000 – para os diretores de grandes companhias, gerentes de banco, juízes, generais... Duro é saber que a “ajuda” enviada a Portugal foi para os BANQUEIROS portugueses pagarem parte de sua dívida para com o Banco Central Europeu, nada chegou ao cidadão comum de Portugal, assim como nada chegou ao cidadão desabrigado pelas enchentes em Santa Catarina no mesmo período. Nem FHC teria essa coragem. Somente Lula, com sua popularidade, sua tremenda influência sobre as Centrais Sindicais e os deputados e juízes que estão, por assim dizer, “em seu bolso” poderia chegar tão longe!
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| Uma guerra social que mata a juventude pobre do país Curioso como o Brasil foi criticadíssimo pela posição que ocupava no IDH – vale lembrar que os cálculos do IDH se dão com base em dados fornecidos pelo governo! – então em 63º lugar de uma fila de 187 países. De lá para cá, despencamos para a 85ª posição, atrás até da Argentina (em 39º lugar) com a Noruega em 1º Lugar, como de hábito. A Escandinávia parece outro planeta. Se pudesse escolher, minha primeira opção seria mudar-me para o Brasil da propaganda Lulo-Petista, na qual uma senhora, com uma bolsa-esmola de menos de R$ 70,00 consegue ter casa própria, carro novo na garagem, filhos nas universidades e todos os eletrodomésticos que fazem a felicidade da “nova classe média”, inclusive ar condicionado e forno de micro-ondas! Minha segunda opção não seria a Noruega, mas a Suécia, um país que aprendi a admirar desde as guerras napoleônicas até as invasões nazistas. Que povo admirável! Naturalmente, vivendo num país e com salário de subdesenvolvido, jamais conseguirei realizar o primeiro sonho (porque claramente irreal) e o segundo, só mesmo um milagre... Como se diz no Brasil desde os tempos da Ditadura, “a saída para o Brasil é o Aeroporto!” Até porque “não gostam de política”, não sabem do que acontece, não querem saber e nutrem uma raiva assassina contra quem tenta descobrir mais um pouquinho. Para o Homo Brasilis está “tudo bem como está”, “Lula sabe o que faz”, “Lula é o cara”, etc... A violência rural e urbana é fruto não da pobreza, mas da DESIGUALDADE. Há uma miríade de estudos sócio-antropológicos a corroborar o que aqui digo. Recentemente assisti, pela BBC, a um documentário em que um cidadão britânico, já avisado pelo governo – assim como ocorre nos EUA, França, Alemanha, Itália e todos os países civilizados do mundo – quanto aos cuidados que deveria tomar caso se decidisse a vir ao Brasil assistir à próxima Olimpíada daqui a 4 anos: sair às ruas com os recursos minimamente necessários ao transporte e refeição “in cash”, nada de carregar cartões e, quando (veja que a orientação não era SE, era QUANDO) for assaltado, não resista, dê tudo o que tiver e, se possível, porte uma bugiganga dispensável qualquer para que o ladrão não o esmague de porradas ou mesmo atire em você. Nas páginas das Secretarias de Turismo dos países civilizados pode-se ler ainda que há uma Guerra Civil no Brasil, com características sui generis: o correspondente da BBC em Israel disse que já fez coberturas no Brasil e ficou espantado, pois no Oriente Médio e outras áreas conflagradas do Globo Terrestre, os conflitos são localizados e, se você não tiver nada a ver com o assunto, fique à distância e não correrá perigo algum. Já no Brasil, disse ele, a violência está por toda a parte, litoral e interior: jamais se sabe quando um grupo qualquer entrará em guerra com uma facção rival e você correrá o risco de levar uma “bala perdida” a ser encontrada, na necropsia, dentro de seu cérebro ou coração... Dramatizou um pouco, que TV é drama e apelação, até na Grã Bretanha, mas não esteve lá tão distante da realidade assim. Onde o Estado se omite – prover segurança ao cidadão não tem tanta importância quanto prover segurança aos jogadores da bolsa e aos banqueiros – empreendedores privados (de drogas e armas, principalmente) tomam conta e sujeitam os cidadãos. Chama a polícia! Pessimamente remunerada, mal armada, equipada com carroças do século passado, tão corrompida e malvista pela população geral que as esposas dos policiais têm de lavar suas fardas rotas às escondidas; a vizinhança não pode sonhar que ali vive um policial... Então chama o Exército! O último investimento de Lula da Silva na FAB foi a aquisição do AeroLula na Alemanha, um avião de U$ 50.000.000 (cinquenta milhões de dólares) que foi computado como “investimento na Defesa Nacional”. Os militares (assim como professores, médicos, enfermeiros e profissionais de praticamente todos os setores públicos e privados) estão sem reajuste de salário há mais de uma década! O último abono foi de 1% após 5 anos sem reajuste. Um capitão do Exército ganha hoje o equivalente ao que recebe um ascensorista da Câmara dos Deputados; um Coronel da FAB o equivalente ao salário de um dos muitos Mordomos do Palácio do Planalto. Soldado raso, conscrito, menos de um salário mínimo – o que era ilegal até bem pouco tempo. Justiça seja feita: os militares são ainda a categoria mais confiável e séria do Brasil. Lembro-me que, desde D. Pedro II estão anunciadas as obras de transposição do Rio São Francisco. Lula da Silva fez muita propaganda sobre isso e até um padre entrou em greve de fome em defesa do Velho Chico... À toa... A obra foi dividida em vários trechos e entregue a várias empresas privadas. O pior trecho ficou a cargo do Exército, e os Engenheiros do NOSSO Exército são, e precisam ser, exímios construtores de pontes, barragens, instalações gerais... O único trecho pronto – praticamente sem ônus para a União – foi precisamente aquele recusado pelas empresas privadas pelas dificuldades do terreno e alegada “hostilidade dos nativos”. Oficiais e praças nutridos com “boi ralado” e soldos miseráveis entregaram pronto para uso um trecho que, pelo andar da carruagem, será resgatado pela Caatinga, pois as privadas encarregadas do restante da obra querem mais. Mais dinheiro público até para COMEÇAR que muitas receberam uma fábula e sequer começaram ainda! Ganhando mal, com armamento suficiente para, no máximo, um dia de combates em caso de invasão, equipamento obsoleto face ao que dispõem a Argentina e a Venezuela, só para citar dois países vizinhos, os militares se preocupam mais com a Segurança Nacional, em risco, do que com seus próprios salários. Até as mães e esposas dos militares estão quietinhas, caladinhas, controladas pelos maridos, sem se manifestar quanto à miséria que tomou conta da Família Militar Brasileira... Afinal, os militares já estão em alerta! Em caso de greves, estão preparados para garantir o ingresso de novos contratados e combater piquetes com o armamento possível. Não vão eles, mal remunerados como estão, protestar – via mães ou esposas – contra os maus tratos de uma presidente que parece querer se vingar dos militares rebaixando-lhes cada vez mais os salários. Com o poder de compra em queda livre há mais de 15 anos, chegando hoje a,no máximo, 25% do poder aquisitivo que tinham em 1997, têm de dar combate aos maus brasileiros que ousarem tentar garantir uma queda menor em seu poder de compra diante de uma situação incrivelmente crítica. Sem poder combater o inimigo externo – até por falta de infraestrutura, estão sendo doutrinados pela dona Dilma (marionete de Lula da Silva hoje no Planalto) a virar as armas contra seus compatriotas, até por ser – entre várias obras que o Exército toca pelo país afora economizando recursos para serem realocados aos banqueiros e jogadores da bolsa – é a única coisa que podem fazer. Contra um inimigo externo, não têm, nas atuais condições, a menor chance!
Democracia plena, para o grande capital
FHC foi responsável por 34 alterações na Constituição e assinou 5.300 Medidas Provisórias. O paralelo com os decretos-lei dos militares é inevitável.
Verdade. Sou obrigado a concordar com Sérgio Miranda neste, como em vários outros pontos. O que nem ele, nem a maioria dos que nele acreditaram e votaram imaginaria que Lula da Silva, a exemplo dos militares pós-1968, governaria por Decretos-Lei (ou Medidas Provisórias, o que dá na mesma, pois tem o mesmo efeito danoso de o Executivo Legislar) A cereja do bolo de Lula foram os chamados “contrabandos”, nos quais Medidas Provisórias aumentando os salários de deputados e servidores da Câmara, do Senado e do Planalto vinham com nomeações esdrúxulas, modificações constitucionais e até lista de compras para – alegadamente – abastecer os restaurantes do Planalto. Neste e em diversos outros pontos negativos, inquestionavelmente, Lula avançou mais que FHC jamais ousaria
Empréstimo Consignado virou praga Desde que comecei a trabalhar, em 1971, até meados do governo Lula da Silva, era terminantemente proibido – pelo menos aos militares – tomar empréstimo para desconto em folha de pagamento. Havia casos esporádicos, com autorização judicial ou, sem ela, era o escândalo e o cancelamento do processo todo. Lula da Silva conseguiu avançar neste ponto também. Somente ele o conseguiria, afinal, conta com amplo apoio das centrais sindicais e, a julgar pelo que dizem os Institutos de Maquiagem de Estatística, com amplo apoio popular. Mas não ficou nisso! Jogou ao mar a Majestade do Cargo e se transformou em garoto propaganda das várias empresas trambiqueiras que utilizam uma forma – também sui generis, são presidiários presumivelmente “bem comportados” que fazem o telemarketing dessas empresas (e as cobranças bancárias depois, cuidado com isso, gente!) de posse de todos os nossos dados: endereço, CPF, RG, quanto recebemos e quanto podemos tomar, em consignação, nesta ou naquela arapuca – predatória de enfiar empréstimos goela abaixo até de quem não quer mexer nessa cumbuca! Pessoalmente fui vítima – não do empréstimo consignado, pois meus neurônios ainda estão funcionando mais ou menos... – do telemarketing predatório de dezenas, senão centenas de empresas novas que fazem a mediação entre o empregador e o tomador do empréstimo, “mediante uma pequena comissão”. Quando estou calmo, boto no viva voz e deixo o presidiário falando do lado de lá acerca “das maravilhas” de contar com uma engorda no salário deste mês e só respondo, monossilabicamente, quando me pergunta alguma coisa. Assim, pelo menos poupo algum incauto de cair no lero-lero do criminoso. Quando NÃO ESTOU CALMO, relembro todo o meu repertório de termos de baixo calão até que o cidadão se canse e ameace: “se o Senhor. continuar a falar assim serei obrigado a terminar esta ligação, Senhor...” “Desliga logo, filho disso, filho daquilo, amante do Lula!” e outros termos chulos que me ocorram. Explicando a praga um tantinho melhor: EMPRÉSTIMO NÃO É RENDA – não para o tomador, evidentemente. Para o emprestador é uma cornucópia! COMO VIVER COM MENOS? – se meu salário mal dá para chegar perto do fim do mês, como posso imaginar viver sem uma fatia dele por anos a fio. Sim, pois depois de incluído no “Empréstimo Consignado” à brasileira, há uma entrada mas não uma saída. O treco – que, contratualmente, deveria durar 3, 6, 12, 24 meses – acaba pendurado no contracheque ETERNAMENTE, tem-se de entrar na justiça para que seja removido e, ressarcimento pelo confiscado ilicitamente, nem pensar! É POSSÍVEL COMPROMETER MAIS DE 150% DO SALÁRIO – basta fazer vários contratos de 30% (em geral, o máximo possível em cada sangria) junto a empresas de arapuca diversas. Conheço várias pessoas nesta situação e fico me questionando se não teria sido um desses empréstimos compulsórios a matar tia Nininha, já octogenária mas pressionada pelos filhos e netos a pegar o dinheiro fácil enquanto seu nome ainda estava limpo. Ficou, como hoje está quase 90% da população brasileira, negativada no SPC e no SERASA. Para uma pessoa nascida na década de 20 do século passado isso deve ter sido demasiado e seu coração parou... INADIMPLÊNCIA – Sérgio Miranda aponta corretamente para o fato de FHC haver atulhado o STF com quinquilharias; além de legislar, ditava como deveriam proceder os juízes – lembro que isso ocorreu pelo menos uma década antes de Lula da Silva, já cidadão comum, ameaçar um Juiz do Supremo Tribunal Federal de contar um de seus “podres” caso ele não votasse segundo a sua orientação no julgamento do mensalão. Que dizer deste tempo em que vivemos agora? Rara, raríssima a casa de um miserável que não tenha recebido a visita de um(a) Oficial de Justiça a invadir (se preciso com o apoio da força policial) sua sala de estar, sua cozinha, seu quarto de dormir, para ver o que há ali de “bens a serem nomeados a penhora”. Recomposição do poder aquisitivo? Nem pensar! O mercado não o permite, nem o governante o deseja! “Salário é inflacionário” virou o mantra dos espertalhões que sabem ser isso uma boçal inverdade. Os que causam a inflação são justamente os maiores beneficiários dela – há até uma META, pois sem inflação eles teriam mais dificuldades em calcular seus jogos e seus lucros.
Brasil não pagou sua dívida externa Segundo o Economista Sérgio Duarte de Castro, em entrevista para o Jornal Opção (http://www.jornalopcao.com.br/posts/reportagens/brasil-nao-pagou-sua-divida-externa): "O governo trocou parte de uma dívida mais barata por uma dívida mais cara” “O que o governo Lula quitou, em 2005, foi apenas uma pequena parcela desta dívida que o País tinha com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O Brasil devia mais de US$ 200 bilhões e Lula antecipou um pagamento de US$ 15 bilhões para o FMI. Na verdade, parte já estava vencendo e ele antecipou US$ 3,5 bilhões desses US$ 15 bilhões.” Em síntese, Respeitável Público, “o pagamento da dívida com o FMI teve mais significado simbólico que econômico”, uma vez que o organismo internacional representou durante décadas o controle sobre a economia brasileira. “E teve um dividendo eleitoral importante para o presidente Lula porque a dívida foi paga na véspera das eleições para o segundo mandato dele”, observa Sérgio Duarte. “O governo FHC blindou todas as investigações acerca de suas malfeitorias impedindo a implantação de CPIs e, em elas acontecendo, empenhava-se em ficar com os principais cargos, como o de Presidente e Relator da Comissão”, diz-nos Sérgio Miranda. Só posso comentar, além de concordar, pois que me lembro assim: “ah, então o Lula aprendeu a fazer isso com o FHC...” Lázaro Curvêlo Chaves – 18/08/2012 Leitura Recomendada
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