
Apontamentos para a história do
Brasil (Segunda Parte)
Fevereiro de 2005
Lula da Silva confessa publicamente crime de responsabilidade
Durante comício em Jaguaré (ES) declarou haver ouvido de um “alto companheiro”
que havia encontrado um órgão público em estado de penúria porque “a corrupção
durante o tempo em que os tucanos governaram foi muito grande”. Lula informou
haver ordenado a seu subalterno que “cale a boca” e que “você só tem o direito
de falar isso para mim (Lula). Aí para fora, você cale a boca e diga que está
tudo bem.”
Após confessar publicamente sua prevaricação, Lula teve o dissabor de
desexplicar que não disse o que disse várias vezes até que a oposição de direita
se esquecesse do episódio e, também prevaricando, deixasse de abrir processo de
impedimento por crime de responsabilidade do Presidente da República. Por estas
e outras esta eleição é a primeira de nossa história a estar sub judice.
O crime de Prevaricação é assim previsto no
Código Penal Brasileiro:
Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar,
indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei,
para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um)
ano, e multa.
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Instalada a CPMI dos Correios
Maio de 2005
Após exaustivas manobras do governo Lula para comprar parlamentares e evitar a
instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito voltada a investigar
irregularidades na gestão aparelhada dos Correios, a minoria conseguiu os votos
e o apoio necessários (houve um vídeo de um funcionário dos Correios recebendo
propina e a cachoeira de denúncias comprovadas de Roberto Jefferson). Sob
protestos por parte dos governistas de que seria “golpista” e que estaria
tentando “antecipar o calendário eleitoral” a CPMI foi instalada. Para evitar
maiores dissabores o governo, pela primeira vez na história das CPI’s no
Congresso Nacional Brasileiro, impôs que a Presidência ficasse com o senador
petista Delcídio Amaral e a relatoria (que tradicionalmente ficava com a
oposição) foi dada ao deputado federal Osmar Serraglio, do PMDB governista.
CN RQN 3/2005 de 25/05/2005
Ementa: Requerem, nos termos do § 3º do art. 58
da Constituição Federal e na forma do art. 21 do Regimento Interno do Congresso
Nacional, a criação de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar
as causas e conseqüências de denúncias de atos delituosos praticados por agentes
públicos nos Correios - Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
Autor: SENADOR - José Agripino.
Ao término de 1 ano de trabalho durante o qual
o governo Lula tentou de todas as maneiras inviabilizá-la, o relator Osmar
Serraglio, que ao término dos trabalhos já não mais se comportava como um dócil
parlamentar governista da base remunerada de apoio ao governo Lula provou que:
1) O PT implantou o mais sofisticado esquema de
corrupção da história deste país;
2) Lula estava ciente de todas as falcatruas
montadas por Dirceu, Genoíno, Silvinho, Delúbio, Sereno et caterva;
3) O “mensalão” foi uma realidade. Se o suborno
a parlamentares se dava em termos mensais é irrelevante. A periodicidade
coincide com as mais relevantes votações propostas pelo Planalto contra o povo
trabalhador deste país;
4) Ao contrário do que repetia ad nauseam o
mantra de José Dirceu, ficou provado em abril de 2006 que “O governo de Lula é
um governo que rouba, deixa roubar e protege quem rouba.”
* * *
“Corrupção é prática usual no Brasil” – Lula da Silva
Julho de 2005
Num castelo em Paris, o novo rico Presidente Lula da Silva declara a uma
jornalista contratada especificamente para “entrevistá-lo” que, ao contrário de
todas as provas e evidências apresentadas, não houve a prática de suborno a
parlamentares. Confrontado aos rios de dinheiro em espécie circulando do PT para
outros partidos como fruto de uma lavagem de dinheiro oriundo do Palácio do
Planalto mesmo Lula da Silva, que se demonstrou exageradamente econômico no uso
da verdade, para dizer pouco, orientado pelo brilhante advogado criminalista
Márcio Thomaz Bastos, declara que o que houve foi a prática de “Caixa 2”. Um
crime considerado “menor” e já prescrito. Em sintonia com o chefe, Delúbio
Soares, tesoureiro e homem de confiança de Lula da Silva, declara que toda a
movimentação de dinheiro do PT para parlamentares da base de sustentação do
governo no Congresso até o momento da instalação da CPI foi meramente fruto de
caixa 2 ou, como preferia declarar: “recursos não contabilizados”. O fato de
rios de dinheiro serem transferidos precisamente quando ocorriam votações
relevantes para o governo no Congresso foi, segundo Lula e Delúbio, “mera
coincidência”.
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Fevereiro de 2006
Lista de Furnas – PT usa a tática do gambá
Um bando de petistas ou simpatizantes montou
uma lista contendo nomes de tucanos de várias plumagens, todos com valores em
reais correspondentes, lista assinada por uma importante autoridade de Furnas,
apresentada em fotocópia com uma autenticação “a ser confirmada” pelo perito
Ricardo Molina que declarava meramente não haver indícios de que a fotocópia
apresentada tivesse indícios de haver sido, de alguma forma, modificada. Mas que
era necessária a apresentação do original para que se pudesse autenticar a tal
“lista” em si. Fosse por que motivo fosse, os elaboradores da tramóia não
apresentaram o original e várias outras, com nomes outros como o de Lula da
Silva e mesmo “Tio Patinhas” apareceram, com a mesma “autenticação” de Molina,
que silenciou sobre o assunto.
Diante de tamanha inconsistência a grande
imprensa, mesmo entre a mais tucanófoba, desprezou a tal lista como inautêntica
e viciada na raiz. Parlamentares governistas se movimentaram para fazer uma CPI
e, embora contando com maioria no Parlamento, não conseguiram, dadas estas
inconsitências apresentadas.
Aparentemente, tudo não passou de mais uma
tentativa governista de usar a chamada “tática do gambá”, ou seja, sujar todo o
mundo para distrair as pessoas de suas sujeiras.
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Setembro de 2006
O caso do dossiê – o vale-tudo petista
Um bando de petistas, dentre os quais o coordenador da campanha de Aloízio
Mercadante, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, o segurança de Lula da Silva,
Freud Godoy, o churrasqueiro de Lula e um companheiro na direção do Banco do
Brasil montam uma operação envolvendo quase R$ 2 milhões para comprar um dossiê
confeccionado especialmente para prejudicar a candidatura de direita rival à
sua.
A Polícia Federal prendeu os diretamente envolvidos e pesquisa a origem do
dinheiro. O Banco Central e o Ministério da Fazenda obstruem as investigações
que, 15 dias após o episódio, não apresentam a origem do dinheiro dos petistas
envolvidos em mais este crime. No episódio da violação do sigilo bancário do
caseiro que meramente atestou em público haver visto o ex-ministro Antônio
Palocci numa casa suspeita, de lobbies e diversões com as meninas alegres de
Jane Mary Córner, o Banco Central e o Ministério da Fazenda levaram menos de 1
dia para revelar toda a sua transação bancária determinando a queda do ministro.
Um ministro que dependia do silêncio de um caseiro para se manter no poder já
não exercia poder algum, convenhamos... Palocci hoje responde a uma série de
inquéritos na justiça civil por corrupção em Ribeirão Preto e, candidato dos
banqueiros e da elite econômica, responde também na justiça eleitoral pelo crime
de abuso do poder econômico.
Lula da Silva, ecoando o desejo popular e os discursos da oposição, alega que
“tem interesse em saber a origem do dinheiro”. Fosse isto verdade, bastava a ele
convocar Mercadante, seu segurança, seu churrasqueiro ou o presidente do PT e
perguntar a eles onde conseguiram o dinheiro para mais esta falcatrua. Uma
pesquisa doméstica desta natureza só perde o sentido porque interessa a Lula não
conhecer, como ele alega, mas esconder a origem desta pequena fortuna.
Lázaro Curvêlo Chaves –
28/09/2006

Conheça alguns fatos históricos do governo Lula da Silva