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Tópicos de literatura brasileira A literatura brasileira, escrita no idioma português, produzida por habitantes do Brasil. Três grupos étnicos contribuíram para amoldar esta literatura: os índios nativos, os europeus transplantados, e os negros que foram trazidos da África como escravos. O mosaico cultural resultante encontrou unidade numa língua comum. Ao longo dos séculos depois de Portugal começar (1532) a colonizar o Brasil, o idioma português estabeleceu o caráter particular da literatura brasileira e a relação íntima da literatura com a pátria mãe. A história de literatura brasileira guarda importantes diferenças para com outras literaturas latino-americanas; influenciada por pensamento europeu, africano e nativo, pode ser, a rigor, dividida em dois períodos, o colonial e o nacional. Período colonial A literatura do período colonial é naturalmente rica em descrições históricas e geográficas. Um orgulho nacional forte penetra até mesmo os primeiros trabalhos. A exploração do Brasil, as guerras de conquista por Portugal, e a determinação bandeirante do português e de outros europeus a caminho de seu planalto interior, ou sertão, formam os temas principais das primeiras incursões literárias no país. Os primeiros trabalhos literários baseados na conquista eram crônicas e poemas épicos. Estes começaram a refletir logo a afetação da "civilização" ibérica. O estilo amável chamado Gongorismo, por exemplo, fez seu espaço para o Brasil e especialmente para Bahia que desfrutou distinção como o primeiro centro literário do país. Realmente, Bahia era o lugar de algumas das primeiras epopéias brasileiras. Um dos primeiros nacionalistas era o padre Antônio Jesuítico, o Vieira (1608-97); ele defendeu os índios e orou contra o holandês que repetidamente atacou o Brasil durante o 17º século em sermões ricos de dispositivos retóricos e exagero de polêmica. Tendências contemporâneas na Espanha e Portugal foram refletidas pelo satirista Gregório de Mattos Guerra (1633-96); o trabalho dele variou do lirismo delicado à vulgaridade sincera. Pelo segunda metade do 18º século a hegemonia literária passou da Bahia ao estado de Minas Gerais. Das várias epopéias que se originam com este grupo, o que mais se destacava era o Uruguai (1769) por José Basílio da Gama (1740-95). Este verso proporciona narrativas sobre a guerra de Espanha e Portugal contra as missões uruguaias. Descreve a vida dos índios com condolência e sentimentalidade. O frade José de Santa Ritta Durão (aproximadamente 1737-84) também pertenceu à escola de Minas Gerais; o Caramurú épico dele (Dragão de Mar) relata a célebre descoberta da Bahia. Embora hajam sido escritas algumas obras-primas no período colonial, o crescimento e a melhoria econômica do país permitiu a mais brasileiros o acesso ao mundo das letras. Período nacional Tendências literárias continentais continuaram sendo refletidas em no século XIX da literatura brasileira, até mesmo com ênfase às suas preocupações nacionais, o sertão e a selva (a selva amazônica). Foi trazido Romantismo, por exemplo, para o Brasil da França por Domingos José Gonçalves de Magalhães (1811-82) em seus suspiros poéticos de saudades (Suspiros Poéticos e Desejos, 1836). A ele é creditado dar ao verso brasileiro formas novas e mais livres que mais adiante o distinguiram do verso português. De maior estatura como poeta romântico era Antônio Gonçalves Dias (1823-64). Dedicou seu trabalho aos índios por causa do sangue nativo que corria em suas próprias veias. Compilou um Dicionário do Idioma Tupi (1858). Os melhores esforços poéticos de Gonçalves Dias, três volumes de Cantos (1846, 1848, 1851), trazem efusão e sentimentalismo mas é vividamente descritivo da natureza tropical. Antônio Álvares Azevedo (1831-52) é outro do número considerável de poetas românticos brasileiros, muitos de quem, como aconteceu, morreu entre os vinte e os trinta anos. Muitos outros poetas brasileiros do século XIX, como Olavo Bilac (1865-1918), Raimundo Correia (1860-1911), e Alberto de Oliveira (1857-1937), eram discípulos do Parnasianismo francês. Jorge de Lima (1895-1953) foi um dos poetas mais prolíficos e capazes do 20º século. A carreira dele evoluiu de começos Parnasianos à expressão de idéias sociais e revolucionárias. Dois outros poetas excelentes eram Manuel Bandeira (1886-1968), de quem Poemas Completos foram emitidos em tradução inglesa em 1944 (3ª edição), e Carlos Drummond de Andrade (1902-87). O posterior, de quem verso coloquial toma nota de problemas sociais e políticos, teve muita influência em poetas mais jovens. Ele foi, além de poeta e cronista, um grande dramaturgo popular. Poeta tido a ver com temas regionalistas é João Cabral de Melo Neto (1920 -); o verso dele, arraigado em tradição de folclore nativo, é representado em suas Poesias Completas (1968). O novelista mais importante do século XIX foi Joaquim Maria Machado de Assis cuja reputação continua crescendo com tempo. Dele muitos romances são cruciais para a compreensão psicológica do brasileiro, particularmente do litoral; algumas de suas perspicácias em personalidade antecipam as descobertas da psicanálise. Ele vê o caráter de seus personagens com pessimismo e ironia, mas o humor dele é de tristeza em lugar de raiva. Sua obra Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) teve êxito em tradução inglesa (1952). Outras versões inglesas dos trabalhos de Machado de Assis são Esaú e Jacó (1965) e Dom Casmurro (1966). Foram explorados temas índios também na obra romântica de José de Alencar (1829-77). Em trabalhos como O Guarani (1857), um quadro romantizado do nativo é combinado com descrições da magnificência da natureza e com contas coloridas da vida local. Dois novelistas do século XIX que escreveram crônicas sobre a vida no sertão brasileiro foram Bernardo Guimarães (1825-84) e Euclides da o Cunha (1866-1909). A obra máxima da literatura científica brasileira "Os Sertões" (1902) tornou-se, pelo seu valor o romance regional mais conhecido do Brasil. Esta obra-prima é uma narrativa da insurreição de um grupo de fanáticos religiosos e não só descreve a sociedade mas também a geografia, geologia, e zoologia plana do sertão brasileiro. Dois novelistas que fixaram a fase do realismo e do naturalismo na literatura brasileira foram Manuel Antônio de Almeida (1831-61), autor de Memórias de um Sargento de Milícia (2 vol., 1854-55) e Alfredo d'Escragnolle, visconde Taunay (1843-99), que é identificado com a região de Mato Grosso pois ele se imaginou inserido no local em seus romances. O primeiro autor naturalista autêntico foi Aluizio Azevedo (1857-1913), analista severo em prosa; em O Mulato (1881) ele reconta a tragédia de um mulato que é matado para evitar o matrimônio dele com uma mulher branca. Mário de Andrade (1893-1945), por outro lado, ignorou a tradição naturalista e tem a ver com temas sociais de seus contemporâneos, como é evidente em seu volume de poesia, Cidade Alucinada (1922). Seu único romance, Macunaíma (1928), lidando com folclore brasileiro, é narrado em um estilo caracterizado por experiência lingüística. Influências africanas e o tema de escravidão representaram um papel importante no trabalho de muitos escritores brasileiros negros, incluindo, por exemplo, o renomado poeta João Cruz e Sousa (1861-98). A sondagem da sociedade brasileira continua sendo tarefa principal do novelista no 20º século, se é a análise da vida rural, como em Menino de Engenho (1932) de José Lins do Rego (1901-57), ou da vida urbana, como nos trabalhos de Érico Veríssimo, talentoso, versátil (1905-75). Os romances vivazes de Veríssimo foram traduzidos em muitos idiomas, inclusive o inglês: Encruzilhadas, em 1943; Noite, em 1954; e Sua Excelência o Embaixador, em 1967. João Guimarães Rosa (1908-67), autor de Sagarana (1946) e Grande Sertõe - Veredas, continuou a tradição naturalista. Muito influenciado pelo novelista americano William Faulkner, ele escreveu em um estilo experimental idiossincrásico. Os romances de Jorge Amado, particularmente próspero nos Estados Unidos, inclui Gabriela, Cravo e Canela (1958), Terra Violenta (1944), Pastores da Noite (1964) e Dona Flor e seus Dois Maridos (1966). Clarice Lispector (1925-77) foi uma escritora de pequenas histórias e a crítica aclamou o lirismo dela, muito à maneira do roman nouveau francês contemporâneo. Sua coletânea Gravatas Familiares (1960) inclui o antológico " O Crime do Professor de Matemática". Seus romances incluem o alegórico, A Maçã na Escuridão (1961) e A Hora da Estrela. Brasil não produziu dramaturgos que igualem em estatura seus novelistas e poetas, ressalvando-se Nelson Rodrigues, naturalmente, mas os trabalhos de Drummond de o Andrade e Ariano Suassuna (1927 -) notabilizam-se significativamente também neste campo. O trabalho de Suassuna utiliza material do povo e é religioso em conteúdo; sua obra Os Velhacos (1956) traz presente um conceito de mundo como um teatro de bonecos, com Deus como o controlador dos cordões de marionetes... A excitação econômica e social surpreendendo o Brasil no século XX, particularmente com o crescimento de suas comunidades urbanas, promete, porém, o aparecimento de uma literatura ainda mais rica e variada. Clique sobre a figura abaixo e leia mais um ensaio sobre a literatura brasileira
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