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Por quê Capitalismo? “Desde que, adulto, comecei a escrever romances, tem-me animado até hoje a idéia de que o menos que o escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender a sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo, evitando que sobre ele caia a escuridão, propícia aos ladrões, aos assassinos e aos tiranos. Sim, segurar a lâmpada, a despeito da náusea e do horror. Se não tivermos uma lâmpada elétrica, acendamos o nosso toco de vela ou, em último caso, risquemos fósforos repetidamente, como um sinal de que não desertamos nosso posto.” Érico Veríssimo, "Solo de Clarineta"
As pessoas são livres para comprar o que desejarem.
Todos têm o direito soberano de escolher o que vestir, onde morar, de que se alimentar, etc.
Todos têm o direito de ir e vir
"Não há fome no Brasil", dizem nossos governantes há 510 anos.
No capitalismo todos têm direitos iguais
Já foi pior...
O Cuidado com as Crianças é a marca fundamental do regime
“Mesmo a situação mais favorável à classe trabalhadora, o crescimento mais rápido possível do capital, por mais que melhore a vida material do operário, não suprime o antagonismo entre seus interesses e os interesses do patrão, os interesses do capitalista. Lucro e salário permanecem, agora como dantes, na razão inversa um do outro”. “Quando o capital aumenta rapidamente, o salário pode aumentar, mas o lucro do capital cresce incomparavelmente mais depressa. A situação material do operário melhorou, mas às expensas de sua situação social. O abismo social que o separa do capitalista alargou-se”. “Dizer que a condição mais favorável para o trabalho assalariado é um crescimento tão rápido quanto possível do capital produtivo, é dizer que quanto mais a classe operária aumenta e faz crescer a potência que lhe é hostil, a riqueza alheia que a comanda, tanto mais favoráveis serão as circunstâncias nas quais lhes será permitido outra vez trabalhar para o aumento da riqueza da burguesia, o reforço do poder do capital; satisfeita, ela própria, de forjar as cadeias douradas com as quais a burguesia a arrasta a seu reboque”. Hoje a prática é mais "humanizada"...
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