Índice de Desemprego no Brasil ultrapassa os 40% segundo o
Ministério do Trabalho e Emprego, número que pode ultrapassar os 60%
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Taxas artificiais de
desemprego e a depressão dos brasileiros
Uma Nação de Deprimidos
– Segundo o Instituto Brasileiro de Maquiagem de Estatísticas (IBGE)
o desemprego vem caindo desde 2003 até 2011, chegando hoje a cerca
de 5% da População Economicamente Ativa. Essa conta é tão irreal que
somente ela explica, em boa parte, o fato de sermos o país que mais
consome antidepressivos em todo o Hemisfério Ocidental – pensamos:
se está tudo tão bem com a Economia, o Desemprego Baixo e a Classe
Média se ampliando e eu estou vivendo um padrão de vida cada vez
mais modesto, tendo de abrir mão de cada vez mais coisas embora
nominalmente ganhe uns tostões a mais do que antes, o problema deve
ser comigo! Deprimido, busco ajuda médica e consigo
ser medicado para a minha depressão injustificada num dos países
mais equilibrados do mundo... Cumpre lembrar que não há fiscalização
alguma com relação ao conteúdo dos medicamentos comercializados,
CAVEAT EMPTOR, cabe ao usuário denunciar se o medicamento que toma
contém ou não o princípio ativo previsto. Caso negativo, reclamar à
ANVISA. Não adianta nada, mas pelo menos você desabafa, diz que
pagou caro por uma caixa cara cheia de comprimidos de farinha
colorida... Mais
detalhes aqui.
Vítima e Cúmplice de
Marqueteiros, para justificar mais um pagamento gordo a quem
efetivamente o levou ao poder, Lula da Silva, o principal
responsável pelo quadro de depressão e desesperança que se abateu
sobre os brasileiros que esperavam, com sua eleição, uma
desprivatização generalizada e um controle nacional, federal,
público e ético sobre o dinheiro que circula no país, retirando-o
das garras do Banco Central criado na Ditadura Militar e
subserviente aos ditames da Bolsa de Valores, ao invés de fazer o
que todos esperavam – romper com a Herança Maldita de FHC – Lula da
Silva a manteve e agudizou, piorando muito a vida de todos. Para
combater os efeitos reais de tal decisão antes mesmo que alguns
despertassem (a maioria segue como uma boiada em transe hipnótico,
infelizmente), martelou-se a propaganda do quanto o país estava
melhorando já no início do governo petista que, até aquele momento
NADA tinha feito em prol do povo brasileiro. Constatando a depressão
e a desesperança que ele gerou, Lula da Silva contratou – a peso de
ouro – seus marqueteiros para fazerem as propagandas da campanha “O
Melhor do Brasil é o Brasileiro” que podemos comparar com a
inscrição no alto do Campo de Concentração de Treblinka: “Arbeit
Macht Frei!” – “O Trabalho Liberta”, era a inscrição no alto do
portão de entrada no campo de trabalhos forçados e extermínio...
Assim como Mussolini, Hitler e Goebels, Lula da Silva também passou
boa parte da vida acreditado como “uma pessoa de esquerda” mas, no
Poder, revela-se à Direita de tudo isso que aí estava até ele.
Gosto de matemática. É uma
ciência natural com grande precisão e uma magnífica ferramenta se
usada corretamente, o que não ocorre nas
Bruzundangas, infelizmente.
Vejamos os números do MRTE (Ministério do Trabalho e Emprego) que,
relutantemente, paga “seguros-desemprego” irrisórios durante 4 meses
a quem perdeu o único emprego em que trabalhava (não contempla quem
precisa trabalhar em dois empregos, menos ainda aposentados que, com
seus proventos em queda-livre há 20 anos precisam complementar
continuando a trabalhar até que seus corpos se estourem – nunca é
demais rememorar que, cerca de 50% de tudo o que auferimos com nossa
força de trabalho vai, na forma de impostos, para alimentar a
ciranda financeira, a farra dos bancos e, mui subsidiariamente, a
corrupção governamental. O que sobra disso tudo ainda é
significativo, mas mantém todos os serviços públicos funcionando
pessimamente. Até porque os novos multimilionários, como Lula da
Silva, Antônio Palocci, Zé Dirceu, enfim TODOS os que decuplicaram
seu já monumental patrimônio “coincidentemente” com o Partido (dito)
dos Trabalhadores no Poder. O PT é hoje, inequivocamente, não apenas
o partido que defende a riqueza dos poderosos contra o povo
brasileiro (ao contrário do que diz sua propaganda), como o partido
com maior número de multimilionários na cúpula. Já era e,
como disse
alhures, já não tem ideologia alguma exceto administrar o capital
nos moldes em que a Bolsa de Valores de Nova Yorque (através do
chamado “Consenso de Washington”, que se implantou em todo o
subcontinente latinoamericano – Plano Cavallo na Argentina, Plano
Real no Brasil, Planos similares no México, Chile, Peru, etc) no
Brasil levado a efeito por Fernando Henrique Cardoso e aprofundado
dramaticamente na Era Lulo-Petista ampliando o fosso entre os 1%
mais ricos e os miseráveis.
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O lugar do Bolsa-Miséria no Terceiro
Mandato Lula da Silva
Antes de analisar
especificamente de que maneira os dados do MRTE podem nos ajudar a
ter uma visão mais clara do índice REAL de Desemprego no Brasil, uma
palavra sobre a miséria. A representante de Lula da Silva em seu
terceiro mandato, sua procuradora Dilma, declarou em seu “discurso
de posse” que sua prioridade seria “acabar com a miséria”. O
equivalente Lulista do “Programa Fome Zero” que não modificou em
rigorosamente nada os níveis de fome e miséria na tão propalada
Sétima Economia do Mundo.
A Organização das Nações
Unidas passou a definir “condição de miséria” como a existência de
todos os seres humanos que conseguem de alguma forma sobreviver com
menos de 2 Dólares por dia (algo como R$ 107,00 mensais por pessoa).
O Bolsa Família, a esmola governamental usada como maneira de manter
um vínculo de escravidão entre as vítimas e o governo, concede R$
22,00 mensais (cerca de 44 centavos de dólar por dia) por pessoa;
“em estudos” um aumento para R$ 42,00 por pessoa. Em síntese, o
Programa Bolsa Família garante que suas vítimas vivam com menos da
metade do que a ONU considera “condição de miséria ou pobreza
absoluta”, além de ressuscitar o coronelismo da Republica Velha em
formato, por assim dizer, “modernizado”.
É fundamental, acima de tudo, deixar claro que a propaganda - como sempre - vai na direção OPOSTA à da realidade - desinforma: "nosso governo já retirou tantos milhões de brasileiros da miséria". MENTIRA! Conceder uma ajuda de custo
miserável mensal, condicionada a apoios políticos e mediada por uma dramática rede de corrupção e vínculos não é, sequer remotamente, "retirar" da miséria. É MANTER as pessoas na miséria, mas numa situação ainda pior e sem esperança: transforma-os em CLIENTES DO ESTADO que, com
um índice de desemprego desesperador como está (de fato, não segundo a propaganda divulgada pela midia assim como pelos chamados "institutos de pesquisa e/ou estatística") faz com que o miserável prefira mesmo manter-se assim a ser arremessado numa selva sem esperança.
Lula se transformou no Coveiro da Esperança. E eu vivi para ver isso... :(
Devo voltar a este tema
oportunamente, agora vejamos os números REAIS do desemprego no
Brasil segundo critérios rigorosamente colhidos a partir de dados
públicos do governo e cálculos matemáticos inequívocos.
Retomando o tema central destas notas
Segundo o MRTE, em 2003 pagaram-se seguros-desemprego a 4.884.001 (quase cinco milhões de brasileiros); em 2010, foram 7.624.654 os castigados com esse “benefício”. Melhor que nada,
mas, se ao invés de priorizar os ditames da Bolsa de Valores, o Ser Humano vivo fosse levado mais em conta, este número seria bem maior e os valores pagos mais justos.
Segundo o IBGE, a população brasileira em 2003 girava em torno de 170 milhões de seres humanos; em 2011 atingimos os 200 milhões.
Passo a passo agora:
Segundo os índices oficiais, a taxa de desemprego no Brasil está em cerca de 5% (acredite quem quiser!). Embora haja um crescimento constante de cerca de 1 Milhão de pessoas
“beneficiadas” com o seguro desemprego a cada ano, digamos que em 2011 este número haja crescido somente 400.000 e cerca de 8.000.000 de brasileiros tenham recebido o tal “benefício” – ainda não houve divulgação formal, mas sabemos que bem mais de 8 Milhões de brasileiros receberam
o seguro desemprego no ano que passou. Fiquemos nos 8 Milhões num gesto de concessão...
Calcular o crescimento demográfico do Brasil entre 2003 e 2011 é bem simples. Toma-se a diferença entre o número de Brasileiros vivos em 2011 e o de Brasileiros vivos em 2003 e
tem-se 30 Milhões. Há 30 milhões de brasileiros a mais do que havia em 2003.
Daí é regra de três simples 200.000.000 está para cem como 30.000.000 está para X.

Temos como resultado X = 0,15, ou seja, entre 2003 e 2011 há 15% a mais em número de brasileiros. Um crescimento em 15% no índice de desemprego apontaria na direção de uma
estagnação do desemprego nos patamares de 2003. Vejamos, porém, o que ocorreu de fato, calculando a evolução da “concessão” do Seguro Desemprego.
Inicialmente, subtraiamos dos cerca de 8.000.000 de “beneficiários” atuais, os 4.884.001 (quem será esse um...) dos dados oficiais de 2003 e temos como resultado 3.115.999 (Há 3
milhões e cento e dezesseis pessoas a mais recebendo seguro desemprego hoje do que havia em 2003). Agora é regra de três simples: 8.000.000 está para cem assim como 3.115.999 está para X.

Temos como resultado X = 0,39. Traduzindo: O governo federal brasileiro reconhece, através do ministério do trabalho e emprego, que há 39% mais pessoas desempregadas hoje do que
havia em 2003.
Considerando que o Seguro Desemprego não é “concedido” a quem é demitido de um dos dois ou três empregos que mantinha, valendo somente para quem vive de um único emprego, além de
desconsiderar quem procura o primeiro emprego e os aposentados que voltam a trabalhar para manter um nível de vida pouca coisa pior da que tinham antes, estimo entre e 50% e 60% o Nível de Desmprego da População Economicamente Ativa no Brasil.
Convenhamos, este número (cerca de 55% de brasileiros em condições, capacidade e necessidade de trabalhar se encontram desempregados) é bem mais compatível com a realidade que vemos
em nosso cotidiano – em todas as famílias brasileiras há pelo menos uma pessoa desempregada atualmente – do que os 5% que os institutos de maquiagem de estatística propagam.
O desemprego no Brasil vem aumentando ESCANDALOSAMENTE. Mas vivemos num país com o povo pacato, dominado, persuadido que a propaganda contém mais verdade do que a realidade
cotidiana e, pior que isso, quando há reação, dirige-se contra quem encontra números (mesmo bem comprovadinhos como acima) diferentes do que a propaganda diz.
Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Hitler dizia que “uma mentira repetida mil vezes transforma-se em verdade”. Certo, Goebbels se suicidou poucos minutos após concitar as
principais lideranças de Berlim a resistir ao Exército Vermelho da (então) União Soviética que cercou Berlim e ocupou toda a Alemanha Nazista pelo menos um mês antes que os estadunidenses, ingleses e franceses chegassem. A platéia acreditou e morreu pela propaganda hitlerista de
Goebbels.O monstro, após tentar em vão negociar com os russos uma entrega dele às autoridades estadunidenses (que de fato se mostraram bem mais solidárias e simpáticas aos nazistas que empregou em seu próprio sistema de propaganda e defesa – A Operação Paperclip, da CIA, realocou milhares de cidadãos nazistas em sua comunidade de pesquisas bélicas e propaganda, por exemplo) suicidou-se.
As emissoras de TV, de Rádio e a Grande Imprensa Escrita fazem propaganda pró-governo em seu noticiário dizendo hipnótica e repetitivamente: “cai novamente o índice de desemprego no
Brasil”, “volta a cair o índice de desemprego no Brasil”, “despenca o índice de desemprego no Brasil”, “o índice de desemprego no Brasil continua em queda”... Preste atenção ao noticiário, particularmente o televisivo, neste aspecto: todos os dias, sem falha, há alguma propaganda
em forma de reportagem (o que custa mais caro para o governo do que a propaganda fora do noticiário dito jornalístico). Eu sei e você sabe, que o desemprego está crescendo escandalosamente – os números do Ministério do Trabalho e Emprego não deixa margem a dúvida neste ponto, por
sinal! – mas hoje mesmo a propaganda governamental dentro do “Jornal Nacional”, na voz de William Waack, destacou que “com a queda no desemprego no Brasil, muitos estão trocando de profissão em busca de melhores condições de vida”
Quem trabalha o dia inteiro – ou pelo menos “corre atrás” – não tem tempo, nem paciência, nem consciência para questionar o que A TELEVISÃO apresenta como verdade, sempre num ritmo
tão vertiginoso que mal se consegue reter as manchetes e se passa para outro assunto alternando banalidades com temas relevantes como num macabro circo feérico onde a única coisa oculta é precisamente a verdade. Ah, se as TV’s, em particular a Globo, usasse seus poderes para o bem,
para educar o povo, para falar a verdade...
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Buscando me fazer mais claro: as Grandes Coporações Midiáticas
Brasileiras concatenam as notícias de maneira irracional, mostram
cenas reais e uma interpretação equivocada sem entrar nos detalhes
das várias opiniões adversas, num ritmo muito veloz misturando
banalidades com temas sérios.
Aprofundam as banalidades e passam mui superficialmente pelos temas
verdadeiramente sérios. Num único programa consegue-se falar, por
exemplo, em sequência: Cai novamente
o índice de desemprego no Brasil (3 minutos); Casa de Osama Bin
Laden é demolida no Paquistão (3 minutos); Hipopótamo bota ovo
gigante em zoológico de Bogotá (10 minutos); Incêndio na Estação
Antártica Brasileira (3 minutos); A Música do Papagaio Brasileiro
concorre ao Oscar (10 minutos); Participante do Big Bosta Brasil que
comeu a mulher sem que isso estivesse no script foi expulso da casa
mais vigiada do país (10 minutos); Zona do Euro segue com problemas
(15 segundos); Receita Federal disponibiliza o programa para a
declaração do Imposto de Renda (SIC) – trata-se de uma tributação
forçada que incide sobre o trabalho, nunca sobre a renda – (10
minutos) e por aí vai...
Um caso recente foi o de três
notícias no mesmo dia, antes do carnaval, que peço licença para
destacar:
1 – Brasil envia U$ 300.000.000 (Trezentos
Milhões de Dólares) para ajudar a Grécia.
2 – Os aposentados do INSS devem se recadastrar e
o Governo Brasileiro espera economizar R$ 15.000.000,00 (cerca de U$
9.000.000 – Nove Milhões de Dólares)
3 – Um jovem é julgado por haver mantido em
cárcere privado e assassinado a ex-namorada em 2008 (a monstruosa
quantidade de atos violentos no Brasil é diretamente proporcional à
submissão do país aos ditames do “Consenso de Washington”). Morre
mais gente no Brasil de crimes violentos do que em todo o Oriente
Médio a cada ano!
Observemos de perto o que tem mais peso no
noticiário em temas assim
1 – Destas 3 notícias as Grandes Corporações
Midiáticas poderiam aprofundar a discussão sobre as condições do
país mais desigual da América enviar tantos recursos para ajudar um
país do Primeiro Mundo enquanto, por aqui, faltam recursos para o
básico: Saúde, Educação, Criação de Empregos, Segurança,
Infraestrutura, Pesquisa Científica.
Desde a implantação por aqui
do “Consenso de Washington” em 1994 nenhum – NENHUM –
brasileiro se destacou ou recebeu qualquer prêmio significativo por
descobertas científicas ou culturais de qualquer relevância. Falta
incentivo para ser honesto e sobra incentivo para ser corrupto. Na
minha infância os meninos queriam ser Astronautas, Médicos,
Bombeiros, Cientistas, Professores... As meninas desejavam ser
“Aeromoças” – hoje chamadas de Comissárias de Bordo –, Enfermeiras,
Misses, Professoras...
Hoje os meninos querem ser
“consultores”, “famosos” ou qualquer coisa que, em seu imaginário,
lhes permita ter muito dinheiro e, no Brasil, claramente, quem mais
se esforça e trabalha ganha muito pouco, quase nada. Aqueles
realmente muito ricos conseguem fazer fortunas com golpes geniais
dentro da lei criada por parlamentares eleitos por eles – ou o são
os próprios... Dizem, com a clareza, a sinceridade e a falta de
qualquer reserva tão característica à infância: “Estudar? Para quê?
Olha lá o Lula: nunca estudou e atingiu o ápice do poder político no
Brasil além de se tornar uma das maiores fortunas do país. Tenho um
tio professor que vive com o nome negativado na praça porque nem
pagar as contas em dia ele consegue...” As meninas, em geral,
manifestam o desejo de “se divertir muito e, ao final, casar bem”;
“casar bem” aqui se entende como “casar-se com um camarada muito
rico”. Há um ditado corrente que, dependendo de quem leia, ao
reconhecer-se no ditado protesta veemente: reza o ditado: “quem
gosta de homem é viado, mulher gosta é de dinheiro!” Sim, conto-me
entre os que ainda se incomodam com a morte da “Mulher Honesta” –
até removida da legislação a expressão foi, “para não discriminar as
profissionais do sexo e similares”...
Concedo, mesmo hoje, o valor
de alguns brasileiros é reconhecido, ainda logrando algum sucesso no
mundo da pesquisa científica, mas só há espaço para isso FORA DO
BRASIL: brasileiros ganhando em dólares na Indústria Bélica
Estadunidense ou em Euros na Pesquisa Espacial do CERN Europeu que,
há décadas, ultrapassou a NASA em Pesquisas naquela área.
2 – Vira e mexe algum monstro da administração
federal resolve aterrorizar os anciãos ameaçando-os com o corte de
benefícios caso não se recadastre – em 2003, o então PFL,
situando-se à esquerda do PT naquela oportunidade, criou o “Troféu
Berzoíni de Crueldade” quando o então ministro e hoje mais um
multimilionário lulo-petista, determinou que todos os brasileiros
com mais de 90 anos comparecessem às agências do INSS para explicar
o que diabos ainda estavam fazendo vivos! Como é que um país que
manda milhões e bilhões para “ajudar” Portugal, Grécia, Haiti e um
sem-número de jogadores e banqueiros brasileiros e internacionais
precisa torturar seus anciãos para economizar uma ninharia face ao
que esbanjam em doações serôdias e uma avalanche de corrupção?
Enfim, vários anciãos morreram, a maioria resistiu bem a mais aquela
tortura e a economia monetária conquistada pelo ministério da
previdência foi de uma insignificância brutal face à monstruosidade
cometida pelo Governo.
3 – O assunto que mais mereceu a atenção das
Grandes Corporações Midiáticas – Rede Globo de Telealienação à
Frente foi “o julgamento do assassino confesso da Eloá” Tenha dó...
Catarse coletiva, talvez, desvio de
atenção dos problemas reais com algo parecido a “uma punição
exemplar” a pelo menos um dos milhares de pequenos criminosos que os
grandes – aqueles que destroem milhões de famílias malversando
dinheiro público , mesmo quando localizados, não devolvem o roubado
aos cofres públicos nem sequer chegam a ser punidos.
Depois veio o Carnaval, daqui a pouco
vem a Copa do Mundo na Inglaterra (como os europeus estão com
problemas reais por lá, na maior crise do capitalismo mundial desde
1929, o mais provável é que os europeus cheguem às finais e levem a
taça: dessa vez não poderão declinar a honra para a periferia do
capitalismo como fazem vez ou outra... Há que jogar poeira no povo
de lá também, para desviar atenções e manter tudo como está – com
tendências a piorar muito, evidentemente); após a Copa vem o
teatrinho bufo das “eleições”. Com voto obrigatório e urnas
eletrônicas pré-calibradas não se pode levar a sério,
particularmente nas grandes cidades. Mas, como se sabe, a maioria se
ilude com a propaganda massacrante que ocorre nestes momentos,
coisas tão ridículas quanto inverídicas como “cada voto conta”, “sua
participação é muito importante” – nem precisava dizer isso: se
optarmos por não nos dirigirmos à sessão eleitoral no dia fatal (dia
em que milhares de brasileiros cumprem pena de um dia de trabalho
não remunerado para o STF sem que hajam cometido crime algum, aliás)
E não “justificamos” nossa ausência perdemos o pouco que nos sobra
de cidadania (quem não está em dia com o Serviço Eleitoral
Obrigatório fica com o CPF irregular, não pode prestar concursos
públicos ou sequer abrir conta em banco... Democracia... Hmph!). No
país de
escândalos como o PROCONSULT-RACIMEC de 1982 e outros cada
vez maiores subsequentes, a caixa-preta da urna eletrônica que não
permite sequer acesso, menos ainda a recontagem de votos, as
“eleições” não passam de um teatrinho bufo que somos OBRIGADOS a
participar. É o Processo Eleitoral Jabuticaba. Você é OBRIGADO a
votar através de um processo que ninguém pode conhecer e é
sabidamente cheio de falhas de segurança – além de falhas técnicas
que sequer são levadas em conta pois o resultado tem de sair no
mesmo dia. Pouca coisa melhor que os Corsos das histórias de
Asterix, o Gaulês que enchiam urnas de votos, jogavam-nas ao mar e
decidiam na porrada qual seria a tribo vencedora...
Lázaro
Curvêlo Chaves - 26 de Fevereiro de 2012 |
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