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O lucro se impõe à vida humana, crianças morrem. Militares manifestam descontentamento

 

"Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos.

Mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma.

Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas

bandeiras abertamente.

Mas o traidor se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado.

E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade a suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas.

Ele arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo e oculto na noite, para demolir as fundações da nação; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe."

 

Cícero, tribuno romano, 42 a.C. 

 

 

 

            Com o aumento no preço dos alimentos e o alegado aquecimento do consumo, o grupo terrorista conhecido como COPOM decidiu-se por aumentar as taxas de juros e o Banco Central tomará as medidas necessárias para limitar o meio circulante através da contenção da remuneração do trabalho produtivo. Eleito pelos banqueiros e especuladores, é natural que Lula da Silva para eles governe, com o auxílio do Tucano Henrique Meirelles que, além de Ministro Presidente do Banco Central é também uma importante liderança do Banco de Boston para o qual, naturalmente, exerce atividades que lhe facilitem a existência e lhe aumentem o lucro já exorbitante.

Que ninguém se engane: o que elege os políticos? A propaganda. Quem paga a propaganda que elege os políticos? Os Banqueiros, os participantes da jogatina usurária e insana das improdutivas bolsas de valores, os donos de grandes corporações e, uma vez efetivamente eleitos, para quem governam? Dizem que é “para o povo”... Sei. Contra as Corporações e os Bancos, todos, como sabemos passando por dificuldades enormes: onde enfiar tanto dinheiro que nuncaantesnestepaíz tão poucos tiraram tanto do trabalho para a acumulação capitalista.

            Numa economia dirigida pelo mercado de capitais, o trabalho produtivo fica em segundo plano, sendo o primeiro a especulação financeira. Seria escandaloso se vivêssemos num país civilizado que se praticasse tais costumes, penalizando quem produz – e paga impostos de cerca de 40% de tudo quanto consegue receber – premiando a especulação, providencialmente isenta do pagamento de impostos. Entendo, seria insano se cobrar impostos de quem recebe o dinheiro do governo, ora bolas. É um péssimo governo que, ao fim e ao cabo, amealha recordes de arrecadação ano a ano, mês a mês e os serviços públicos cada vez piores, cada vez mais sucateados. Já se disse que o Imposto de Renda não incide sobre a renda, mas sobre o trabalho produtivo. Está demonstrado.

            Lembrete: a data limite para a entrega da declaração do IRPF pessoa física é o dia 30 de abril. Costumam prorrogar, mas não é bom facilitar. Declare o quanto antes, pois com isso estará ajudando o governo Lula da Silva a aumentar o lucro dos banqueiros e realizar suas ações de governo: campanha pelo 3º Mandato sob o disfarce do chamado PAC e o jogo duplo de incentivar aliados (do Vice-presidente a deputados venais, seus associados) a levar adiante uma reforma constitucional que lhe permita esticar o mandato enquanto, publicamente, informa ser contrário. O próximo passo, obviamente, se a manobra funcionar – e tudo assim o indica – será declarar que “embora estivesse desejoso de deixar o poder, o “clamor popular...” Raios! Além disso, é com o dinheiro dos nossos impostos que o governo paga o mensalão, suborno a parlamentares e juízes, hoje com outro nome. Há ainda os pagamentos exorbitantes de cartões corporativos, a ampliação do enriquecimento de sua família, em particular o Lulinha que, além de dono da operadora telefônica “Oi!” e sócio da Telemar estende as garras para São Paulo e já comprou uma fazenda no Ceará situada na rota em que passará o transposto rio São Francisco. Nada mal para quem, ainda ontem, era um reles vigia de zoológico... Nada a ver com o pai haver-se tornado presidente, claro. Apenas coincidiu de sua vocação para milionário se manifestar precisamente neste momento e não antes ou depois... Insisto: se ainda não o fez, declare seu imposto de renda urgentemente: o governo Lula da Silva precisa do seu dinheiro! E agora que, embora declare repetidamente que “é um pobre pau-de-arara”, que “sabe como é a vida do trabalhador” e outras peças de propaganda igualmente eficientes, Lula da Silva vive hoje como um marajá hindu: consumindo carne importada da argentina, delicados acepipes internacionais,  viaja com grande comitiva oficial sendo recebido com pompa e circunstância por chefes de Estado, Reis e Rainhas, dá ordens, comanda, ele fala e um bando de gente obedece... O Poder é embriagador e ele se perdeu, coitado. Está deslumbrado e se distanciou tanto da gente comum, que só consegue ver de cima dos palanques, usualmente urrando como um cão danado, contra tudo e contra todos que é assim que ele faz sucesso e mantém sua propaganda eficientemente na direção contrária de suas práticas. Foi-se o tempo em que, imaginando serem satisfeitos em seus anseios por honra e justiça, Lula da Silva passeava pelo meio da multidão driblando sua própria segurança e distribuindo autógrafos. Distante do povo, hoje já não consegue caminhar com desenvoltura, por exemplo, sem segurança, na esquina da Av. Presidente Vargas com a Rio Branco no meio de um dia de semana... Só não fico mais compadecido desta solidão que, enquanto mantiver nas mãos as rédeas do Poder seguirá com esta vida mansa, repito, de marajá hindu.

            Voltando ao ponto, como já aconteceu no ultraliberalismo peruano sob Alberto Fujimori, a corrupção se torna desbragada nestepaiz, descontrolada mesmo. Enquanto isso, a atividade econômica se reduz a índices pífios (Sempre com o cuidado de maquiá-los, naturalmente. Não é casual que o IBGE seja recordista em número de cartões corporativos) a fim de que os especuladores – que, vale repetir, são os maiores contribuintes das campanhas de Lula da Silva e dos parlamentares eleitos para representá-los, embora discursem sempre ressaltando que foram eleitos “pelo povo” para representar o povo – precisam de uma economia quase estagnada para ampliar seus lucros tendo sobre eles maior controle, o que seria difícil numa economia dinâmica, dominada pela produção. E o país vai ladeira abaixo. Ou alguém, algum dia, imaginou que a maior potência militar aqui do subcontinente seria a Venezuela?

 

Fala, General!

 

            O Gen. Ex., quatro estrelas, Augusto Heleno, respeitadíssimo por sua verve, disciplina e honradez, num ato de coragem que a muitos surpreendeu, declarou sua insatisfação com o encaminhamento da política indigenista. Lula da Silva poderia ter deixado por aí que ficava mais barato para ele... Mas, como digo acima, o Poder embriaga mais que a cachacinha e Lula da Silva chamou o General às falas dando-lhe uma bronca severa. Que prazer, que satisfação indescritível isso deve ter dado ao cidadão que diz do palanque ser “um pau-de-arara”, “um coitado como vocês” mas que, ao contrário de “vocês” viaja no Aerolula,um avião próprio, luxuosíssimo (que fez sob encomenda na Alemanha!) para conversar com o Rei da Suécia, ao dar uma bronca num general de quatro estrelas. Poderia ter pensado melhor...

            Mas bah! Teríamos de escrever alguns compêndios sobre a quantidade de bobagens e sandices que Lula da Silva disse e fez – e segue dizendo e fazendo diariamente – sem que sua popularidade se abale um átimo! Parece macumba, credo!

            A questão crucial, que era meramente a péssima política indigenista do governo FHC, a que Lula dá continuidade, vai ficando esquecida. Outros militares honrados e sérios estão se manifestando publicamente contra o governo Lula da Silva. É algo inédito em nossa história e só conheceremos seus efeitos em sua plenitude daqui a alguns anos: um cidadão é eleito com uma bandeira de “esquerda”, faz um governo direitista, conservador e corrupto e os militares o criticam a partir de uma perspectiva humanista, portanto “de esquerda”.

            Lava-se a roupa suja das casernas publicamente: os salários dos militares estão em seu pior nível desde 1848. As instalações estão em péssimo estado de conservação. As aeronaves mais velhas estão sendo desmontadas para a reposição de peças com alguma serventia para aquelas que ainda voam. O único gasto significativo do governo Lula da Silva com a FAB foi a aquisição do Aerolula: US$ 56,7 milhões (R$ 170 milhões pelo câmbio da época). O conforto do “pobre coitado como vocês” se sobrepõe a questões de menor importância como a Defesa da Pátria ou a Segurança Nacional – e isso não é discurso conservador, raios! Olha lá o que aconteceu na Bolívia: o Exército daquele país ocupou as instalações da Petrobrás e o Lula da Silva cedeu. Agora, a principal plataforma dos 3 candidatos deste ano à presidência do Paraguai é ampliar seu controle sobre a Itaipu Binacional. Nada contra ajudar o Gabão, dar o nosso dinheiro – fruto de nosso trabalho – para a Venezuela, a Bolívia ou o Paraguai. É uma questão de prioridades... Há um quase consenso em que “há pouca farinha”. Ora bolas, quando há pouca farinha, nosso pirão primeiro. Por que priorizar os governos de outros países em detrimento de nossa Segurança, de nossa Saúde e Educação (nos níveis históricos mais baixos de todos os tempos). É certo que o grosso do dinheiro de nossos impostos vai para os bancos que subvencionaram as campanhas de Lula da Silva e da maioria dos Parlamentares. Em seguida para azeitar a máquina de propaganda do governo Lula da Silva – o que inclui a criação, por Decreto Lei, digo, Medida Provisória, de uma emissora governamental (Veja bem, a TV Brasil não é uma emissora Estatal, como deveria ser. Criada e mantida pelo Governo Lula da Silva é a sua emissora. Prova disso é a demissão sumária de uma jornalista que, inadvertidamente, usou a palavra “dossiê” no ar. Não recebe do governo para falar a verdade e foi sumariamente dispensada dos serviços!).

            Mas a situação nas casernas está muito parecida à de um país que perdeu uma guerra. Armamento arcaico, radares (Radares!) antigos, ultrapassados, o fardamento que o governo compra da Coteminas (naturalmente foi a empresa que ofereceu melhores condições em licitação pública, como usualmente no Brasil, nada a ver com o fato de ser de propriedade do Sr. José Alencar, Vice-presidente da República e entusiasta de um terceiro mandato para ele e Lula da Silva, claro está) não é suficiente, não há mais “rancho” nos quartéis o que, por um lado é uma demonstração de fraqueza, por outro permite aos militares pessimamente remunerados fazer bico no meio-expediente que lhes sobra. Os exemplos se multiplicam e já me criticaram por usar mais palavras que as necessárias nestes artigos quase semanais. Fico por aqui neste quesito. Que me recorde, só na Alemanha depois da Primeira Guerra Mundial se viu um quadro como este que estamos vivenciando.

            Enfim, a onda de descontentamento se agiganta e, embora Lula da Silva já tenha demonstrado claramente que só será removido do poder se for pego na cama com uma mulher morta ou um homem vivo, este caso abre uma crise entre o governo e as forças armadas que fica brilhantemente explicitado na nota ao final deste artigo, assinada pelo General de Exército Gilberto Barbosa de Figueiredo

 Choro pelo meu país

 

Assassinos de Crianças

 

            Nunca antes na história do Brasil tantas criança morriam de doenças perfeitamente controláveis, como a Dengue. A máquina de propaganda lulo-petista, azeitadíssima, em 1999/2000 logrou colocar no Ministro da Saúde de FHC – não sem alguma razão, por sinal – todo o peso da responsabilidade pelo surto de Dengue que, à época e como quase tudo o que diferencia tucanos de petistas e vice-versa, estava ligeiramente inferior aos níveis epidêmicos atuais. Hoje a máquina de propaganda massacra o prefeito de uma das cidades mais afetadas, isentando completamente o Ministro da Doença. Com o apoio dos institutos estatais e devidamente cartonados de pesquisa, trabalham-se os números para provar uma tese adrede estabelecida. Foi-se o tempo em que se verificava primeiro os fatos e, somente a seguir, se tecia considerações a respeito. Hoje se encomendam, a elevados valores, pesquisas destinadas a comprovar teorias pré-concebidas. Por vezes nos sentimos como na Idade das Trevas, da Santa Inquisição (espanhola, sim, que a Espanha, particularmente, tem uma tradição bastante antiga de maltratar seres humanos): o peso do Estado sobre o cidadão em tributos está mais elevado hoje do que ao tempo do Feudalismo. “Errado” é tudo o que os adversários fazem, “certo” é tudo o que os associados perpetram. Antes de qualquer julgamento, o cidadão é considerado culpado diante da opinião pública até que consiga (ou não...) provar sua inocência. Há diferenças, claro, mas quando os brasileiros elegeram Lula da Silva “para mudar” tinham de ter estendido um tiquinho mais a frase na direção de “mudar para melhor”, para pior não vale!

            Além do assassinato puro e simples perpetrado pelo governo Lula da Silva através do descaso com que trata a saúde pública, há o assassinato perverso e torturante das mentes massacradas pela propaganda onipresente e pelo descaso governamental também para com a educação pública! É natural a um cidadão que jamais se preocupou com a sua própria educação formal, tampouco jamais alguém o flagrou trabalhando, que está sempre esbravejando seus discursos tão furibundos e irracionais destinados a agradar a massa ou viajando luxuosamente – dia desses mesmo mencionou que “detesta Brasília”, lugar que o aborrece muito, prefere viajar luxuosamente às expensas do Erário, para o Exterior ou, internamente, precavendo-se que haja farta distribuição de lanches e facilitação em transportes para a claque que aparecerá no noticiário televisivo – é natural, enfim, que um cidadão assim despreze totalmente a educação. Até por isso os professores amargam os piores salários da história do magistério público brasileiro e os alunos ficam desestimulados: “para que estudar? Tenho um vizinho advogado que ganha a vida como chofer de caminhão. E olha o Lula, nunca estudou e hoje é Presidente da República!” É um discurso muito comum nas escolas em que os alunos explodem bombinhas nos banheiros, colam os professores com superbonder em suas cadeiras, matam colegas, bebem cachaça (o mau exemplo vem de cima...) disfarçada em garrafas de refrigerante e por aí vai. O que Lula da Silva está fazendo com esta geração – os futuros políticos, administradores – é pouco mais ou menos que um assassinato calculado do Futuro da Nação. Lula da Silva, “O Exterminador do Futuro”. Hmmm.

 

“Companheira Stella” deporá na CPI dos Cartões Corporativos

 

            Na política se fazem muitas manobras – é efetivamente uma atividade odiosa da maneira como praticada no Brasil – e, numa dessas conseguiu-se convocar a Ministra Chefe da Casa Civil para depor na Comissão de Infra-instrutora do Senado Federal pois não se vê resultado prático algum do tal do PAC. É muita propaganda e nenhuma realização concreta. Convocaram-na a explicar isso também.

            Um acordo – que cheira mal, é o que sempre faz o Presidente quando “rifa” um de seus companheiros – a obrigará a comparecer à CPI dos cartões corporativos que, por sinal, é uma lástima: Lula da Silva colocou em ação uma tropa de choque pior que aquela do Collor. Tem a maioria e, segundo a Senadora petista por Santa Catarina Ideli Salvati, “A maioria governa como considera apropriado e a minoria se cala. Quem não cumpre esse princípio não entende de democracia!” Quanta profundidade em duas frases! Pouca gente tem esse poder de síntese. A maioria faz o que quer e como quer? Ah, agora entendi por que eles se julgam assim tão acima do bem e do mal... Então, para a Senadora, sempre tão delicada e feminina, democracia é fazer os adversários “se reduzirem à sua insignificância”? Há uns bons livros que eu recomendaria a ela, mas, professora de matemática e encarregada de informar aos institutos de pesquisa contratados como quer o resultado para que os pronuncie da tribuna do Senado, imagino que não vá encontrar tempo para ler e, sendo eu oposição de esquerda a esse governo corrupto, ultraconservador e direitista, “devo me reduzir à minha insignificância”, mas fica a observação: essa definição petista de “democracia” está errada.

            Enfim, na CPI dos cartões a “Companheira Stella” que, há anos aposentou a metralhadora que usava para assaltar bancos pois hoje está do lado deles, brevemente levará ao Senado – com toda a simpatia, polidez, delicadeza e feminilidade que já se tornaram sua marca registrada – as explicações sobre o trabalho que ela fez ao levantar exclusivamente os dados mais embaraçosos acerca do ex-presidente FHC. Provavelmente leve uma nova versão, a conferir. Já divulgaram umas 8 versões diferentes e a mais pobre é a popularização da expressão vulgar “quem vazou?” Mas, Bem Aventurados São Os Pobres de Espírito e a CPI dos cartões corporativos os tem em maioria. Talvez seja por vergonha que nunca apresentem as sessões ao vivo. Tenho de assistir de madrugada e sinto compaixão daquela gente toda, senhores de terno, senhoras em trajes elegantes num reduzindo-se à prática de atos tão medonhos e pusilânimes, cada um querendo mostrar que é mais a favor do Lula da Silva que o outro (naturalmente, além do que levam de nossos impostos consigo – e não é pouco! – há ainda a questão de ficar bem com o governante, dono da caneta que libera recursos para currais eleitorais ou não. Aquele pobrezinho “como todos vocês”...

 

Um apelo final

 

            Não desejo ser tomado por “blasfemador”. Até porque, para ser blasfemador é preciso acreditar em algo e eu ando tão descrente... Atualmente, parafraseando o lulista Luís Fernando Veríssimo, não acredito em nada que eu não possa pegar, cheirar, lamber... Não acredito na Juliana Paes, por exemplo. As palavras a seguir são escritas como metáforas e só como metáforas podem ser compreendidas: até aqui o diabo vem cuidando bem dos dele. Quando será que Deus se lembrará dos seus?

 

Lázaro Curvêlo Chaves – 20/04/2008

 

* Um abraço forte – um não, 3x3 para ficar redondo – ao meu Irmão, Sebastião Branco Rodrigues, que me fez pensar nas questões acima com a sua lucidez, firmeza de caráter e honradez a toda a prova.

 

 

NOTA OFICIAL DO CLUBE MILITAR

Reação sem Sentido

 

Em Seminário realizado no Clube Militar, o Gen. Ex. Augusto Heleno Ribeiro Pereira, Comandante Militar da Amazônia, um dos palestrantes, teceu considerações sobre a atual política brasileira em relação à população indígena. Sua enfática explanação em nenhum momento feriu a disciplina e a hierarquia. O que vimos foi a palavra de um Chefe Militar sobre assunto de sua inteira competência e responsabilidade. Sua afirmação de que o Exército não serve a governos e sim ao Estado está respaldada no que prevê o Art 142 da Constituição Federal ao definir as Forças Armadas como instituições nacionais permanentes.

A política indigenista, todos sabem, está longe de ser consensual, inclusive dentro do governo Lula. Há décadas que se discute se nossos índios devem ser integrados à sociedade brasileira ou se devem ser segregados.

A escolha oficial, hoje, é pela segregação. Tal política não pode ser considerada sequer como deste governo, uma vez que vem sendo adotada já há algum tempo.

A observação do Gen Heleno foi fruto da angústia de alguém que observa no próprio local a situação aflitiva de algumas comunidades, com sérios problemas de saúde e sem atendimento a outras necessidades básicas; da angústia de alguém que vê, lá na ponta da linha onde poucos gostam de ir, brasileiros passando privações sem nenhum apoio do Estado.

É estranho o Presidente da República pedir explicações sobre o caso. Não me consta que tenha adotado o mesmo procedimento quando ministros do seu partido contestam publicamente a política econômica do governo. Aliás, uma das poucas coisas que está funcionando coerentemente nessa época em que atitudes voltadas para produzir impacto em palanque são mais importantes do que a ética e a moralidade na condução das ações políticas.

 

 

Gen Ex Gilberto Barbosa de Figueiredo

Presidente do Clube Militar

 

 

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