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O governo FHC

FHC

 

    Vivemos durante o desgoverno tucano a mais severa crise econômica da história pátria. A Nação já passou por problemas sanitários severos, por crises políticas monumentais mas jamais havia ocorrido uma crise econômica de tal o porte.

    Recordo-me ainda da campanha eleitoral que conduziu o sr. Fernando Henrique à presidência da república. Era considerado importante que o Brasil tivesse um estadista capaz de falar diversos idiomas - o que não foi dito é que em todos eles só sabe dizer "sim" a quem vampiriza o país há séculos e "não" à classe trabalhadora.

    Quando ainda ministro do governo Itamar esteve à frente da elaboração do "Plano Real", que nos trouxe uma moeda forte, que por algum tempo foi paritária ao dólar norte-americano. Trouxe estabilidade à economia, a inflação parou de crescer e houve até deflação, segundo dizem seus propagandistas.

    A estabilidade da moeda é paga com sangue, suor e lágrimas do povo brasileiro. Filas imensas de desempregados aguardam uma vaga em emprego modestíssimo, muitos deles com certificados de curso superior - e voltam pra casa tão desempregados e desesperados quanto antes.

    Não vou discorrer sobre cifras e percentagens, mas a inflação está em níveis baixíssimos e o custo de vida elevadíssimo. Salários congelados há anos e os preços subindo quase que mensalmente. Como medem as taxas de inflação? A rubrica "custo de vida" evidentemente não entra neste cômputo.

    Nunca antes na história pátria o desemprego esteve em proporções tão elevadas e o subemprego, com os direitos trabalhistas (quando respeitados) sendo questionados e sofrendo projetos de reversão monstruosos.

    Ter um presidente capaz de falar vários idiomas é uma vantagem, sem dúvida, desde que ele se proponha a compreender o que lhe dizem nas entrelinhas sem a necessidade de intérprete (como o faz Fidel Castro, por exemplo, habilíssimo em inglês e português mas jamais pilhado em público a falar outro idioma que o de sua terra natal. Atitude típica de um patriota. Defende os interesses da sua Nação, do seu povo). Quando o fato de falar diversos idiomas serve apenas para dialogar em termos simpáticos com os sugadores do sangue brasileiro a vantagem se perde...

    Mas vejamos algumas das realizações do governo FHC:

  1. Estabilidade da moeda - à custos sociais elevadíssimos e dificilmente reversíveis.
  2. Desemprego recorde na Nação brasileira.
  3. Subemprego em proporções pavorosas.
  4. Mendicância, toxicomania, prostituição e outras atitudes desesperadas de gente fraca e sem perspectiva existencial diante da crise interminável que a defesa da moeda forte nos trouxe.
  5. Acordo com o FMI - não é um "Plano Marshall" para a América Latina, trata-se de empréstimo de valores irrisórios a juros consideráveis sem a menos contemplação para com a realidade social do Brasileiro. Quando o corsário Doguay Troyan invadiu o Rio de Janeiro no século XVII o governo metropolitano de Portugal concordou em pagar-lhe um régio resgate para desocupar a cidade e proferiram a frase célebre: "Os negros pagam!" Ninguém se ilude que os portugueses desembolsaram de seus próprios recursos para ressarcir o corsário. O dinheiro, tal como hoje ocorre com a política econômica do governo FHC, foi extorquido do povo trabalhador deste país.

Veias abertas da América Latina, do Brasil. Somos um paciente terminal na UTI de um hospital transfundindo nosso sangue aos gordos e saudáveis moradores da América do Norte, Europa e Japão. Questão de afinidades lingüísticas do presidente, naturalmente. É realmente difícil para um homem que jamais foi do povo, jamais viveu de um salário, compreender a realidade nacional. Mas compreende o que lhe dizem os ricos de outras nações e, ainda que isto pese no bolso e na bolsa do brasileiro, àqueles ele atende com alegria. O povo brasileiro, a lei, a defesa da soberania nacional? Temas arcaicos, ultrapassados neste mundo de neoliberalismo globalizante... "Conversa de comunista".

Em verdade, não é "conversa de comunista". É tema de patriotas incapazes de compreender o que pode levar a direção política da Nação brasileira a ceder tanto a tão poucos ricos do primeiro mundo deixando nosso próprio povo na pior crise econômica da história.

Que alternativas poderiam ser adotadas? Só podemos pensar em radicalismo (favor não confundir esta expressão com a burrice do extremismo, que é outra coisa totalmente diferente - o radical busca solucionar os problemas pela raiz, o extremista toma medidas superficiais, paliativas e frequentemente violentas):

  1. Romper com o FMI de imediato. A "ajuda" que deles advém nada tem de humanitária e temos uma Nação inteira de gente sofrida para atender antes de pensar em transfundir nossos parcos recursos aos ricos do primeiro mundo.
  2. Designar embaixador de Brasil em Washington e na ONU um verdadeiro patriota, como Fernando Gabeira, Eduardo Suplicy ou Leonel Brizola. Nada de diplomatas brasileiros que só conseguem defender os interesses da Nação em que estão morando em detrimento de seu próprio país, de seu próprio povo.
  3. Condenar veementemente a belicosidade da OTAN e dos EUA, "polícia do mundo", negando-lhes qualquer tipo de apoio ou suporte, seja no discurso, seja na prática.
  4. "Fechar as fronteiras" brasileiras para que possamos crescer. Um país de dimensões continentais, com tanta gente boa e especializada tem tudo para chegar rapidamente a um nível de desenvolvimento que permita até a concorrência internacional em igualdade de condições. Da maneira como a concorrência ocorre hoje é uma tremenda covardia perpetrada contra nossos compatriotas. Fechar, crescer e, só a seguir, abrirmo-nos novamente para o mundo. Alguém poderia argumentar que esta atitude conduziria a uma retaliação armada da OTAN e dos EUA - o que seria uma prática de fato e rápida de um processo de morticínio lento e gradual perpetrado por aquela gente e seus asseclas aqui dentro do Brasil.

O Brasil não tem condições de competição internacional atualmente, o que vem sendo demonstrado pela enormidade da penetração do capital externo em setores de ponta no país: telecomunicações, informática, etc.

Precisamos crescer primeiro. Só depois pensaremos - em sendo o caso - em ingressar nesta corrida de lobos internacional.

FHC já entrou para a história: o pior governo que este país já teve.

 

Confira o que o FMI diz da política anti-social de FHC neste link

Nem mesmo podemos dizer que a alguém ele enganou, o "Constituinte nota 4,0" segundo avaliação do DIAP em "Quem Foi Quem na Constituinte", de 1988.

Confira aqui a atuação de FHC na Constituinte...

Clique sobre a figura para vê-la ampliada!

Qual a sua opinião sobre o governo FHC?
É o pior governo que este país já teve.
Governa só para a elite.
Não tem compromisso com o povo.
Seu comprometimento é com o capital internacional.
É um governo entreguista.
Tem promovido desemprego e recessão recordes!
Todas as alternativas acima.



Leia ainda o importante Manifesto dos Juristas Brasileiros neste link!

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