Cultura Brasileira: no ar desde 1998

 

História Ilustrada da Semana Euclidiana de São José do Rio Pardo (09 a 15 de Agosto)

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Introdução

Euclides da Cunha, referência obrigatória quando se faz menção à cultura brasileira, morou na casa sita à Rua Marechal Floriano, 105, em São José do Rio Pardo, com sua família de 1898 a 1901, deixando na cidade marcas profundas...

 

 

 

Aspectos Econômicos

A expansão do café pelo interior de São Paulo e Minas Gerais na virada do século passado.

(Fonte: José Dantas, História do Brasil, p.133)

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Estradas de ferro em São Paulo, 1900.

A expansão do café pelo interior de São Paulo

Vamos cogitar de um tempo em que a expansão cafeeira estava em avanço pelo interior de São Paulo e Minas Gerais impondo-se alavancando a economia nacional.

 Aspectos filosóficos

"O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim" - Auguste Comte

Tempo de orgulhoso positivismo, com algumas certezas, inclusive estampadas na Bandeira Nacional. A república recentemente proclamada sentia-se ainda insegura com respeito a rumores de "focos" monarquistas no interior...

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Tela de Otoniel Fernandes intitulada "Fugaz Triunfo" mostra o armamento mais avançado do recém-criado Exército Brasileiro bombardeando Canudos pouco antes de serem rechaçados (e o foram 3 vezes até a vitória final) pelos jagunços. Mais informações no Livro "Os Sertões", de Euclides da Cunha (Clique aqui para visitar a pequena Exposição Virtual com algumas daquelas Telas)

Euclides da Cunha, neste contexto, fez a cobertura dos derradeiros momentos da Guerra de Canudos em fins de 1897, a pedido do jornal "O Estado de S. Paulo". Seu trabalho cultural face aos problemas sociais brasileiros marca nossa nação desde o seu berço republicano.

 

 

 

Motivo da vinda a São José do Rio Pardo

Aspecto da ponte sobre o rio Pardo quando Euclides chegou à cidade.

Anna Ribeiro da Cunha e filhos no quintal da Casa.

A queda de uma ponte metálica que visava facilitar o escoamento do café produzido à margem esquerda do rio Pardo em direção da estação da Mojiana que passava por São José do Rio Pardo faz com que Euclides, então trabalhando no Departamento de Obras Públicas do Estado de São Paulo, venha para a cidade com a finalidade de supervisionar as obras de reconstrução da ponte em terreno mais firme poucos metros acima de onde se encontrava. A obra toma quase três anos. Como a obra dura quase três anos, Euclides transfere-se com a família para a cidade, residindo na casa sita à Rua Marechal Floriano, 105, hoje Casa de Cultura Euclides da Cunha. Ao tempo, sua família restringe-se a Euclides da Cunha, à esposa e a dois filhos. Seu terceiro filho, o rio-pardense Manuel Afonso, nasce em janeiro de 1898.

A  histórica Cabana de Zinco.

Vista do interior da Cabana de Zinco, com a banqueta e a mesa utilizadas por Euclides da Cunha enquanto escrevia "Os Sertões" e acompanhava a reconstrução da ponte.

A fim de dedicar-se mais acuradamente ao seu trabalho - tanto a reconstrução da ponte quanto a sistematização do livro "Os Sertões" - Euclides ordena a construção de uma cabana de zinco e sarrafos próxima ao local das obras.

Cumpre ressaltar que a Cabana de Zinco, protegida desde 1928 por uma redoma de vidro, é monumento histórico nacional desde 1937. Numa das placas ali afixadas pode-se ler: "Monumento nacional incorporado ao acervo do patrimônio histórico e artístico nacional" (decreto-lei federal nº 25, de 30/11/1937)

Vista do interior da Cabana de Zinco hoje

Vista da Cabana de Zinco hoje.

Podemos ver preservadas a banqueta e a mesinha onde, reza a tradição Euclides da Cunha escreveu o livro "Os Sertões". Em São José do Rio Pardo optou-se por preservar objetos originais. Também pode-se ver a Bandeira Nacional trazida da terra natal de Euclides da Cunha e incorporada à Cabana na solenidade do dia 15 de agosto de 1998. Presente da municipalidade de Cantagalo à São José do Rio Pardo.

 

 

 

Placa indicando o tombamento da Ponte Metálica pelo CONDEPHAAT.

A placa de bronze afixada na lateral da ponte em 1986 afixa os dizeres: "Patrimônio histórico. Tombada pelo CONDEPHAAT em 30/05/1986"

Inaugurou-se a ponte em 18 de maio de 1901. Anualmente é celebrada esta data no município e rememora-se o excepcional escritor e engenheiro Euclides da Cunha.

 
 
 

 

A tragédia da Piedade e o nascimento da Semana Euclidiana

Charge publicada na revista "Dom Casmurro" em 1946.

Euclides da Cunha sendo velado na ABL a 16/09/1909.

Em 1909 é aprovado, por concurso público, para o tradicional Colégio Pedro II onde, por poucas semanas, exerce efetivamente a cátedra de lógica. Em agosto, procurando desagravar a honra doméstica atingida, tomba morto dia 15 no Rio, precocemente, aos 43 anos de idade. A morte de Euclides da Cunha deixa seus ex-alunos, muitos amigos e admiradores profundamente indignados. Passam a encontrar-se e reunir-se com maior periodicidade, chegando mesmo a criar o Grêmio Euclides da Cunha no Rio de Janeiro em 1916.

Uma das primeiras manifestações, a 15 de agosto, no início do século.

Logomarca da Semana Euclidiana, criada pela empresa Divulgue Propaganda.

Logomarca da Semana Euclidiana, criada pela empresa Divulgue Propaganda.

A Semana Euclidiana realiza-se em São José do Rio Pardo desde 1912. A primeira manifestação pública ocorre quando um grupo de admiradores e amigos de Euclides da Cunha desloca-se até a Cabana de Zinco no dia 15 de agosto, ali prestando uma homenagem ao amigo ausente, num gesto, como dizia Alberto Rangel, de "Protesto (contra a impunidade do assassino do escritor) e adoração (à sua vida e ao seu trabalho)" Inicialmente rememorava-se Euclides da Cunha em São José do Rio Pardo somente a 15 de agosto. Na década de 30 o "Episódio Republicano", ocorrido na cidade a 11 de agosto de 1889 foi agregado ao evento. Em 1940 ocorreu a sistematização definitiva da Semana Euclidiana: 9 a 15 de agosto. Em com tendência a expandir-se cada vez mais! A comunidade rio-pardense está mobilizada dentro do euclidianismo 365 dias por ano.
 

Desde 1925 o dia 15 de agosto é feriado municipal.

Um folheto anunciando o

"Dia de Euclydes da Cunha"

Aquela primeira manifestação, que tem-se repetido anualmente no  dia 15 de agosto, mostrando uma tradição muito bem estruturada, é  o núcleo, o cerne da Semana Euclidiana. Desde 1925 lei municipal estabelece feriado 15 de agosto - "Dia de Euclydes da Cunha". Das primeiras reuniões anuais, sempre acompanhadas de conferências proferidas por pessoas renomadas que em seus discursos fazem referência à vida e à obra de Euclides da Cunha, pouco nos restou hoje senão escassas fotos, anotações e muita memória. Nomes esparsos de pessoas que, verdade ou lenda, teriam passado por São José do Rio Pardo naquelas primeiras manifestações podem ainda ser encontrados em São José, na Casa Euclidiana. Até o ano de 1932, portanto, somente o dia 15 de agosto foi o centro da memória de Euclides da Cunha em São José do Rio Pardo.

 

 

 

Os Sertões

Primeira edição de "Os Sertões" em 1902, esgotada em poucas semanas. Este exemplar foi oferecido à Casa Euclidiana pelo escritor Cassiano Ricardo.

           Euclides da Cunha valia-se de suas anotações de campanha para  dar forma final a "Os Sertões" enquanto  supervisionava a reconstrução da ponte metálica  sobre o rio Pardo. Os rio-pardenses aprendem, junto às Primeiras Letras, a reverenciar a memória do Escritor que morou na cidade entre 1898 e 1901.

           Concluído o trabalho da ponte, é promovido e vai para Lorena, de onde  acompanha a primeira edição de "Os Sertões", só se tranqüilizando quando recebe o comunicado  dando conta que o livro estava pronto, o que  acontece via postal, em fins de 1902. Tendo em  vista o primor de seu trabalho cultural e a proximidade histórica dos eventos ali narrados,  Euclides atinge súbita e imortal notoriedade sendo eleito, já no ano seguinte, para o Instituto  Histórico e Geográfico Brasileiro e para a  Academia Brasileira de Letras. 

Tombamento pelo CONDEPHAAT

Casa de Cultura Euclides da Cunha

O imóvel em que Euclides residiu com a família entre 1898 e 1901 foi desapropriado pelo Estado de São Paulo por iniciativa do então interventor no Estado, sr. José Carlos de Macedo Soares, em 1946. Aquele ano, aliás, havendo contado com intensa mobilização pública deixa o legado de importante e acurado registro. É possivelmente o momento histórico melhor documentado pela Casa, momento em que o poder público abraçou a causa rio-pardense da Semana Euclidiana.

Placa de 1848 indicando a separação da "Casa Euclideana" para sediar o movimento.

Dali para cá, em espirais crescentes, ocorre o tombamento do prédio pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo) em 1973, sendo que o local foi reservado para sede deste movimento cívico-cultural desde 1946. Desde aquele momento, passou a Casa a ser um órgão da Secretaria de Estado da Cultura, mais especificamente do DEMA. A Ponte Metálica, patrimônio histórico, ostenta uma placa informando também de seu "tombamento pelo CONDEPHAAT"

 

 

 

 

Traços do gigantesco monumento histórico construído ao longo dos anos pela comunidade rio-pardense

 A "Peanha", alcunhada pelos rio-pardenses de "herma".

Medalhão em bronze, com a efígie de Euclides da Cunha

Próxima à Cabana de Zinco está uma peanha numa tonalidade que lembra o solo agreste do sertão. Nela se fez afixar um medalhão em bronze com a efígie de Euclides da Cunha. Presente do jornal "O Estado de S. Paulo" à municipalidade em 1918, pode-se ler na pedra a auto-descrição: "MIXTO de CELTA, de TAPUIA e GREGO..."

 

   
Fachada do Hotel Brasil


A 11 de agosto de 1889 o entusiasta republicano Ananias Barbosa recebeu Francisco Glicério com um grupo republicano paulista no Hotel Brasil. A reunião foi permeada por ecos da "Marselhesa", o grupo saiu até o prédio da Cadeia e do Fórum ali hasteando a bandeira republicana. Dia seguinte tropas monarquistas reprimiram os revoltosos que, três meses e 3 dias depois viam a implantação federal da república no Brasil. O "Episódio Republicano" é rememorado todos os anos na noite de 11 de agosto na janela histórica do Hotel Brasil, com a presença de autoridades, estudiosos e entusiastas do pioneirismo republicano rio-pardense

   

Mausoléu

   
Em 1982 os restos mortais de Euclides da Cunha e de seu filho Euclides da Cunha Filho foram trazidos do cemitério São João Batista (no Rio de Janeiro) a São José do Rio Pardo compondo o traço mais recente deste monumento cívico. Era prefeito à época o dr. Richard Celso Amato. Esta composição ponte, cabana de zinco, medalhão e o mausoléu (foto) onde descansam os restos de Euclides e de seu filho está no Recanto Euclidiano, visitado anualmente por milhares de pessoas.
   
 

Maratona Intelectual Euclidiana
O médico Oswaldo Galotti e os professores de literatura brasileira Hersílio Ângelo e Vinício Rocha dos Santos estabeleceram decisivamente a confecção do formato da Semana Euclidiana com as feições segundo as quais a conhecemos hoje.

   
Dirigida aos jovens secundaristas, a Maratona Intelectual Euclidiana faz-se realizar desde 1940 e o vencedor de 1941 e 1942, o até hoje imbatido bi-campeão Antinarbi Padilha Filho(74) participa dos eventos da Semana. Na Casa Euclidiana podem ser encontradas conferências proferidas de 1936 (Pedro Calmon) até 1997 (Berthold Zilly).

 

Nomes de expressão cultural internacional encontram-se entre aqueles que proferiram conferências oficiais; a título de curiosidade arrole-se alguns, como Afonso Arinos de Mello Franco (1940), Menotti del Picchia (1944), Cassiano Ricardo (1947), Plínio Salgado (1953), Alceu Amoroso Lima, o "Tristão de Athayde" (1957), José Calasans Brandão da Silva (1965), Dante Moreira Leite (1974), Francisco Foot Hardmann (1989) e Roberto Ventura (1995).

Desfile de Abertura da Semana Euclidiana

O movimento euclidiano em São José do Rio Pardo gira em torno de um eixo com duas pontas: de um lado intelectuais e admiradores do trabalho de Euclides da Cunha; de outro autoridades e empresários incentivadores da preservação deste importante movimento cívico.

Tradicionalmente o TG - 020238 Abre o Desfile

Escolares desfilam ostentando Euclides em suas camisetas.

Claro está o desenvolvimento organizacional da Semana Euclidiana de São José do Rio Pardo, portanto. A cada ano que passa ocorrem diversas novas manifestações internas, com toda a sociedade civil organizada ansiosa por fazer-se representar.

Dentro desta consideração, encontramos manifestações de cunho popular, esportes e outros eventos voltados a propagação da vida e obra de Euclides da Cunha e(m) São José do Rio Pardo: exposições e feiras de livros e de artesanato, filmes e peças teatrais, recitais, concertos, concursos de dança e das mais diversas modalidades desportivas, nascidos todos da iniciativa popular voltada a manter acesa a chama deste movimento.

No Desfile de Abertura ocorre a principal manifestação popular maciça de culto à vida e à obra de Euclides da Cunha, quando se apresentam Instituições estaduais de toda a região circunvizinha a São José do Rio Pardo e agremiações de maratonistas de dezenas de municípios paulistas.

Sempre fazem-se ilações ao Brasil contemporâneo, preocupação constante de Euclides.

Desde a mais tenra infância os rio-pardenses participam entusiasticamente do Desfile!

Nele, todas as Instituições da sociedade civil organizada participam expressando nas mais diversas alegorias tudo o que sentem acerca da importância de Euclides da Cunha para a Cultura Brasileira, sempre fazendo ilações ao que está acontecendo no Brasil contemporâneo.

As escolas fazem, desde as primeiras manifestações o cerne do brilho do Desfile com alunos caracterizados como Euclides da Cunha, conduzindo carros alegóricos alusivos à temática Canudos e à história da cidade, usualmente intercalados por fanfarras da região e até mesmo de bandas sinfônicas.

Sempre presentes, tanto no Desfile quanto em todos os eventos da Semana Euclidiana, a delegação de Cantagalo. Apenas em 1998 foram 30 representantes da terra natal de Euclides da Cunha, que tradicionalmente abrilhantam sua participação também com as melhores colocações na Maratona Intelectual Euclidiana.

Cantagalo, berço de Euclides da Cunha, saúda São José do Rio Pardo, berço de sua imortalidade!

Aqui cumpre ressaltar que lei municipal de ambas as cidades fazem delas, São José do Rio Pardo e Cantagalo, cidades irmãs, cidades geminadas, mantendo frequentes contatos informativos, num intercâmbio turístico-cultural sem paralelo na história do Brasil.

Sempre presentes os maratonistas de Canudos!

Representantes das cidades de Canudos, Euclides da Cunha e Quijingue, no sertão da Bahia, fazem-se representar na Semana Euclidiana anualmente. O primeiro colocado na Maratona Intelectual Euclidiana/96, por sinal foi um aluno canudense!

Além dos representantes do local onde ocorreram os episódios narrados no capítulo "A Luta" em "Os Sertões", desde o início da década de 90 participam tanto do Desfile de Abertura quanto de todos os eventos da Semana Euclidiana os descendentes de Euclides da Cunha e de Francisco Escobar.

Alegorias acerca dos eventos que tiveram lugar no interior da Bahia em fins do século passado.

O Desfile, usualmente acontece nas ruas centrais da cidade.

A partir do que se apresenta no Desfile a comunidade, que vem em peso para o local "conferir", sabe-se como será o transcorrer da Semana Euclidiana. Somente em 1998 houve um afluxo de público estimado em não menos de 20.000 pessoas!

 

(*) Considerado popularmente "o ponto alto do movimento" costuma ocorrer sempre às manhãs do dia 09 de Agosto. Embora a Tradição assim o determine, os mercadores nativos azucrinam o quanto podem para que ou o desfile aconteça "no final-de-semana mais próximo" ou longe do centro comercial, onde é Tradicional que ocorra. Por vezes, os mercadores levam a melhor sobre a Tradição; na maior parte das vezes, o clamor popular verga os mercadores;  a tensão persiste até esta data, estando em aberto a questão do Mercado contra a Tradição Cultural da cidade.

Com as mais cordiais

SAUDAÇÕES EUCLIDIANAS

 

Lázaro Curvêlo Chaves

Diretor da Casa de Cultura Euclides da Cunha 1997/2000

 
Resumindo a "Ocorrência": Foi mais ou menos o o seguinte: uma comunidade nordestina miserável conseguiu prosperar em torno de idéias que, embora fanatizantes (ou POR SEREREM fanatizantes) deram certo! Na transição do Império para a República ficou decidido separar a Igreja do Estado (até então os padres eram remunerados pelo Império) e a República passou a cobrar impostos sem dar nada em troca (como isso é antigo, meu Deus...). Em Canudos, nenhuma das duas idéias foi aceita: o primeiro coletor de impostos foi escorraçado, o segundo chamou a Polícia e os jagunços escorraçaram a todos, a Polícia chamou o Exército recém saído com roupas felpudas da Guerra do Paraguai e enviou para lá (o Uniforme não ajudava, o traje de couro dos jagunços é muito mais adequado à Vegetação Nordestina: imagine-se num traje felpudo entre mandacarus e xique-xiques...). Após anos de luta e muitas derrotas, o povo de Canudos foi Massacrado e hoje há uma barragem por lá: a Antiga Canudos do Conselheiro jaz no fundo do Vaza Barris... Otoniel Fernandes Neto se tornou um Grande Amigo e conseguimos, para a cidade em que moro, sua preciosa coleção que conta pictograficamente essa história. Nas linhas finais, Euclides da Cunha registra: "Caiu Canudos, em 5 de outubro de 1897, ao entardecer, quando caíram seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados." Fugiu com medo da reação do Exército ao seu livro que, até para seu espanto o acolheu com aplauso, pois apontava deficiências que, de fato, precisavam ser corrigidas dada a noss Grande Diversidade Nacional. Levei ao ar reproduções de algumas das telas de toda a Coleção "Os Sertões, Fragmentos e Pinturas", de Otoniel Fernandes Neto, que hoje pertence ao povo da cidade de São José do Rio Pardo.
 
 
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