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Segunda Guerra Mundial - 1939 - 1945

 

            A humilhação sofrida pela Alemanha com o Tratado de Versalhes cria as condições ideais para a germinação do nacional-socialismo – nazismo – alemão e a ascensão de Hitler ao poder, em 1933. O nacional-socialismo toma o poder pela violência, elimina as dissensões internas com métodos violentos e combate a divisão do mundo produzida pela 1a Guerra, quando os mercados mundiais são repartidos entre França, Bélgica, Reino Unido, Holanda, Itália, Japão e Estados Unidos. A política alemã não deixa dúvidas quanto aos desejos de Hitler: o carvão e o ferro da Sibéria; o petróleo da Rumânia e Cáucaso; o trigo da Ucrânia. E, especialmente, o reordenamento do mundo colonial.

            Reação mundial ao nazismo – As potências ocidentais têm uma posição dúbia em relação ao nazismo. Pressentem o perigo representado por Hitler, mas permitem o crescimento da Alemanha nazista como forma de bloquear a União Soviética. A invasão da Polônia, em 1o de setembro de 1939, por tropas e aviões alemães, não surpreende a Europa. Todos estão à espera da guerra.

             Origens do Eixo – Itália e Alemanha têm regimes políticos semelhantes, mas o que mais as aproxima é o limitado espaço territorial de que dispõem e a acirrada competição pelos mercados internacionais. No período após a 1a Guerra, algumas nações são favorecidas no plano internacional. É o caso do Reino Unido e da França, donos de vastos impérios coloniais; dos Estados Unidos, avançando rapidamente na disputa pelo mercado mundial; e da União Soviética, rica em recursos naturais e em acelerado processo de desenvolvimento. Já Alemanha, Itália e Japão situam-se em uma área de 4 milhões de quilômetros quadrados e possuem uma população superior à do Reino Unido e Estados Unidos, somados. Assim, o Japão pretende dominar a Ásia; a Itália ocupa a Albânia e a Abissínia (Etiópia); a Alemanha militariza a Renânia, em 1936, e anexa a Áustria, em 1938. Na Conferência de Munique, em 1938, da qual participaram a França, a Alemanha, a Itália e a Inglaterra, Hitler consegue a cessão dos Sudetos (região da Checoslováquia). No ano seguinte, o führer alemão cria o protetorado da Boêmia e anexa o porto lituano de Memel, no mar Báltico. Stalin percebe que as anexações alemãs caminham em direção à União Soviética e firma com Hitler o Pacto Germano-Soviético, em 1939, pelo qual anexa a Lituânia, Letônia, Estônia e parte da Polônia e Finlândia.

 

Grandes Conglomerados, Bancos e Corporações Estadunidenses, Inglesas e Francesas auxiliam o surgimento e o desenvolvimento da Alemanha Nazista.

 

 

 

Começa a Gerra

          Em abril de 1939 Hitler exige a anexação de Dantzig, o "corredor polonês", e a concessão de uma rede rodoviária e ferroviária que cruze a província polonesa da Pomerânia. A Polônia, sem condições de resistir, é invadida por tropas nazistas no dia 1o de setembro. O Reino Unido, comprometido com a defesa da Polônia em caso de agressão, declara guerra à Alemanha. Horas depois, é seguida pela França. Até junho de 1940, quando a Itália declara guerra à França e ao Reino Unido, o conflito está restrito aos três países. A Alemanha invade e ocupa a Noruega, a Bélgica, a Holanda e a França.

         Domínio alemão – O domínio alemão na Europa fica patente com a expulsão dos ingleses de Dunquerque e os armistícios assinados pela França com a Itália e Alemanha, em junho de 1940, que dividem o território francês em duas partes. Nesse momento, a Alemanha nazista controla a Áustria, Tchecoslováquia, Dinamarca, Noruega e a maior parte da França. Toda a costa ocidental da Europa pertence ao III Reich e não resta nenhuma tropa inglesa no continente. Os ingleses, violentamente bombardeados, dia e noite, resistem aos nazistas. Na Batalha da Inglaterra, no verão de 1940, a aviação inglesa, RAF (Royal Air Force), consegue rechaçar os ataques da Luftwaffe (aviação alemã).

         França ocupada – Com a divisão da França, o primeiro-ministro francês, marechal Henri Phillipe Pétain, assume poderes ditatoriais em 1940 e transfere a capital para Vichy, uma vez que Paris está ocupada pelas tropas alemãs. O governo de Vichy é anti-republicano, conservador, e colabora estreitamente com os nazistas, sobretudo de janeiro de 1941 até a ocupação alemã, em novembro de 1942.

          A "França Livre" de De Gaulle – Enquanto isso, um grupo de franceses, sob a liderança de Charles De Gaulle, retira-se para Londres e apresenta-se como governo alternativo a Vichy. O movimento, chamado "França Livre", entra em contato com as organizações de resistência aos alemães na França ocupada, a "Resistência", em busca de apoio nas colônias francesas da África.
Charles André Joseph Marie de Gaulle (1890-1970), estadista francês, nasce em Lille e freqüenta a Escola Especial Militar de Saint-Cyr. Aos 23 anos ingressa na Infantaria e participa da 1a Guerra Mundial. Depois de alcançar as patentes de major e general, assume o seu primeiro cargo político em 1940, como secretário de Estado da Defesa Nacional. Durante a 2a Guerra, organiza a resistência em Londres. Governa a França de 1958 a 1969. A Constituição que promulga dura mais de 30 anos. No seu governo a Argélia se torna independente. Em 1968 acontecem várias manifestações estudantis e operárias. Renuncia um ano depois, após sair derrotado de um plebiscito para a reforma constitucional que pretendia fazer.

          A "Nova Ordem" na Europa – A Alemanha nazista implanta sua "Nova Ordem" nos territórios ocupados, que são explorados segundo os interesses do III Reich. As tropas invasoras apoderam-se dos estoques de matéria-prima e manufaturas e reativam as indústrias paralisadas. Os povos conquistados são obrigados a trabalhos forçados.

          Campanha da Rússia – A primeira fase da guerra termina com o ataque alemão à União Soviética, em junho de 1941. Em conseqüência, as divergências ideológicas entre capitalistas e comunistas são colocadas em segundo plano. Hitler invade a URSS, por um lado por ter o Comunismo como um inimigo (para seus parâmetros) tão incidioso quanto os judeus e ainda, segunda alguns autores, porque percebe a impossibilidade de ganhar a guerra no oeste sem uma vitória no leste europeu. Nesse momento, 1 milhão de soldados alemães ocupam os Bálcãs. A Wehrmacht (Exército alemão) já domina a Romênia, Bulgária e Hungria e conquista a Iugoslávia e a Grécia. A invasão do território soviético é levada a efeito em aliança com a Finlândia, Hungria e Romênia. Com a subseqüente aliança entre a União Soviética e as potências ocidentais, produzida pelo ataque nazista, a Alemanha empenha-se numa guerra em duas frentes, para a qual não está bem preparada. A estratégia da blitzkrieg (guerra-relâmpago) deixa de ser novidade e despontam contradições no próprio comando nazista.

 

 

 

A Reviravolta(*)

Batalha de Stalingrado 1941 marca a Batalha de Stalingrado, MARCO do início da derrota nazista. Enquanto os aliados ocidentais lutavam contra as potências do Eixo no Norte da África e, no máximo, prestavam algum apoio moral principalmente pelas rádios BBC de Londres e Voice of America, dos EUA, aos Aliados. A Guerra era travada na Europa exclusivamente por comunistas e partisans, anti-fascistas em geral, com apoio pífio dos aliados ocidentais. Acredita-se que os aliados ocidentais, sabendo que o Nazismo é uma forma autoritária de encaminhar o Capitalismo enquanto o Socialismo constitui uma forma autoritária de encaminhar o Comunismo, pensavam em permitir que Hitler e seus assassinos destroçassem o Socialismo para, somente então, iniciar a luta contra o autoritarismo.

    Fato é que o grosso do maquinário bélico nazista foi deslocado para o chamado "front oriental", virando o centro da Guerra para a Batalha de Stalingrado, que recebeu, a exemplo da Revolução Espanhola, comunistas, anarquistas e anti-fascistas do mundo inteiro. Aqui no Brasil, Carlos Drummond de Andrade, por exemplo, publicou uma ODE à vitória de Stalingrado, que mudou toda a abordagem da guerra.

    Praticamente abandonada pelos Ocidentais, Stalin não se cansava de enviar ( EM VÃO!) mensagens pedindo suporte humano com a abertura de um importante "Front Ocidental" que dividisse as forças fascistas, após muitas perdas humanas - Stalingrado, além do nome emblemático e simbólico do então Líder da União Soviético, constituía-se em principal porta de entrada aos ricos territórios russos, particularmente terras férteis e petróleo - a URSS coloca-se definitivamente na vanguarda do Comando Aliado.

    O poderoso e numeroso Exército Vermelho conseguia sucesso após sucesso:  todos os países da Europa (Polônia, Hungria, Romênia, Bulgária, Tchecoslováquia, etc), iam sendo libertados o Exército Vermelho foi o primeiro exército vitorioso a entrar efetivamente em Berlim. A Bandeira Vermelha, com uma foice e um martelo a tremular no alto de importantes prédios políticos alemães, como o Bundestag, em meio a um mar de gente comemorando tornou-se o emblema maior da vitória aliada sobre os fascistas de Hitler.

    Nestas circunstâncias, não restava aos ocidentais outra alternativa que um desembarque também (a dúvida era Dunquerque ou Normandia) sob a pena de ver o Exército Vermelho libertar também a Holanda, a Bélgica, a França, etc. Decidiu-se o Desembarque na Normandia, principalmente para garantir os interesses dos aliados ocidentais na Europa. Seu erro de cálculo foi imaginar que o mais poderoso exército da Europa até então, a Wehrmacht e a Luftwaffe, venceriam os Socialistas sem grande dificuldade. Os Socialistas transformaram rapidamente fábricas de tratores em fábricas de tanques de guerra, fábricas de canos em fábricas de metralhadoras, fuzis e canhões e, em defesa de um regime e um idealismo acima de qualquer interesse mesquinho dos fascistas ou dos aliados ocidentais, dedicaram-se de corpo e alma ao esforço de guerra, de resto ocorrendo em seu território!

    A vitória dos Soviéticos sobre os Nazistas e consequente libertação dos países do Leste Europeu constituiu na maior surpresa dos aliados ocidentais que precipitaram o "Desembarque na Normandia", como se disse, para garantir e preservar seus interesses econômicos na Europa...

 

O Avanço do Exército Vermelho na Derrota Final do Nazismo

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Pearl Harbor

 

         Pearl Harbor – O ataque japonês à base norte-americana de Pearl Harbor, colônia estadunidense situada no Havaí, em 7 de dezembro de 1941, levou os Estados Unidos a declararem guerra ao Eixo e fez com que o conflito se alastrasse a praticamente todo o mundo. Em junho de 1942 o Japão já ocupa a Indochina Francesa e detém a supremacia naval no Pacífico. Em seguida, toma Hong Kong, Malásia, Cingapura, Índias Orientais Holandesas, Bornéu, Filipinas, Andamãs e Birmânia. As duas facções beligerantes estão definidas: os países do Pacto Anticomintern (o Eixo) – Alemanha, Itália e Japão – contra os Aliados – Inglaterra, Estados Unidos, União Soviética e China. A China já se encontra em guerra contra o Japão desde 1931.

         Guerra de máquinas – A 2a Guerra Mundial é uma guerra de máquinas, aviões, tanques, colunas motorizadas, artilharia pesada, navios e submarinos. Antes da explosão do conflito, os Estados Unidos esforçam-se por desenvolver a indústria de guerra e reúnem uma produção bélica 50% mais poderosa do que as da Alemanha e Japão juntos. Nos anos de 1943 e 1944, os Estados Unidos fabricam um navio por dia e um avião a cada cinco minutos.

        Kamikazes – É como são chamados os aviões japoneses carregados de explosivos e dirigidos por um piloto suicida que com ele se atira sobre o alvo inimigo. É usado pelo Japão principalmente no final da 2a Guerra e é também o nome do piloto. O nome vem da expressão "tempestade providencial" e é como os japoneses chamam as duas tempestades que em 1274 e 1281 destruíram frotas de invasores mongóis, livrando o país da guerra.

 

Sofrimentos e a estratégia dos Aliados Ocidentais

 

   

           Face a inquestionável superioridade Soviética que, após derrotar os nazistas em Stalingrado, veio contabilizando vitória após vitória, libertando, cidade por cidade, os países ocupados pelo Eixo até que, já lutando contra os japoneses no Pacífico, os EUA se decidem, apesar de todo o apoio prestado ao eixo antes da Guerra, a nela ingressar, até para evitar que os russos, em seu avanço incontenível, libertassem também a Holanda, a Bélgica, os Países Escandinavos e chegassem até Portugal! Os EUA entram na Guerra em 1943, mas se recusam a abrir um front ocidental - que aliviasse as forças da União Soviética - na Europa, o que fazem somente às vésperas do final da Guerra, desembarcando na Normandia... Se você assiste aos filmes de Hollywood sobre a II Guerra, tem uma visão totalmente distorcida dos fatos...

 

 

 

           O conflito se torna uma guerra de desgaste. O Eixo tenta subjugar a Inglaterra, cortando suas linhas de abastecimento no Atlântico e no Mediterrâneo. As bases de Gibraltar e Malta são constantemente bombardeadas. Em 1940 a Itália fracassa na campanha da África e, na primavera de 1941, os alemães assumem o controle das operações com o Afrikakorps, comandado pelo general Rommel. Com Rommel, os ingleses sofrem duras perdas e a ameaça nazista continua sobre o canal de Suez e o Egito. Hitler, entretanto, mais preocupado com a guerra na Europa, não dá o apoio necessário ao Afrikakorps e, em outubro de 1942, as tropas de Rommel são atacadas pelo 8o Exército Inglês, do general Montgomery, em El Alamein, no Egito. Os alemães retiram-se rumo à Tunísia e a operação consuma-se em maio de 1943, quando os norte-americanos desembarcam na região e os Afrikakorps rendem-se incondicionalmente. Cerca de 250 mil soldados alemães e italianos são aprisionados.

Contra-ofensiva na África e Itália – Em julho de 1943 os Aliados desembarcam na Sicília e, em setembro, avançam até Nápoles. Mussolini é destituído em julho e a Itália muda de lado. Tropas alemãs ocupam Roma, o centro e o norte do país, mas a ofensiva aliada toma a capital em junho de 1944 e chega ao norte de Florença em setembro. Em abril de 1945 as forças alemãs na Itália se rendem.

Contra-ofensiva nos Bálcãs – O avanço soviético chega à Romênia em abril-maio de 1944 e a liberta em setembro. A Bulgária é libertada entre setembro e outubro. Também em outubro os exércitos guerrilheiros da Iugoslávia passam à ofensiva, com o apoio de tropas soviéticas. Na Albânia e na Grécia, os guerrilheiros (partisans) realizam levantes e forçam a retirada das tropas alemãs durante o ano de 1944.

Dia D – Em 6 de junho de 1944, chamado de "Dia D" pelos Aliados, sob o comando do general Eisenhower, é feito o ataque estratégico que daria o golpe mortal nas forças nazistas que ainda resistem na Europa. Cinqüenta e cinco mil soldados norte-americanos, britânicos e canadenses desembarcam nas praias da Normandia, noroeste da França, na maior operação aeronaval da História, envolvendo mais de 5 mil navios e mil aviões. Os combates são pesados, com numerosas baixas, até 27 de junho, quando o I Exército norte-americano toma o porto de Cherbourg. Em 9 de julho forças britânicas e canadenses entram em Caen, abrindo caminho para a passagem de tanques pelas defesas alemãs. Paris é libertada em 25 de agosto, Bruxelas em 2 de setembro. A fronteira alemã anterior ao início da guerra é cruzada pelos Aliados em Aachen em 12 de setembro. Ao mesmo tempo, os Aliados lançam bombardeios aéreos pesados contra cidades industriais alemãs. No início de 1945 os soviéticos (pelo leste) e os norte-americanos e britânicos (pelo oeste) fazem uma verdadeira corrida para ver quem chega primeiro a Berlim.

Dwight Eisenhower (1890-1969), militar e político norte-americano. Em novembro de 1942, com a patente de general, comanda as forças anglo-americanas na invasão do norte da África. Um ano depois é escolhido para comandar as forças aliadas durante a invasão da Europa ocidental. Desempenha papel importante na derrota do exército alemão na frente oeste. Em 1951 é o comandante supremo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Europa, quando os Estados Unidos resolvem apoiar o tratado. O prestígio o leva à presidência norte-americana. Após quatro anos, reelege-se por maioria absoluta. Desenvolve uma política de impostos baixos e intervenção mínima nos Estados. Nas relações externas, garante a hegemonia dos Estados Unidos. Seu governo é considerado um dos mais bem-sucedidos deste século.

Guerra no Pacífico – No Pacífico, a situação também se inverte com a vitória das tropas norte-americanas na batalha naval de Midway e em Guadalcanal, em 1942. Os Estados Unidos partem para a reconquista da Ásia. No Pacífico central, os norte-americanos conquistam as ilhas Aleutas, Gilbert, Marshall e Marianas entre maio de 1943 e março de 1944 e as Filipinas entre outubro de 1944 e fevereiro de 1945. A Birmânia (atual Mianmá) é reconquistada entre o final de 1944 e o início de 1945 por tropas britânicas, norte-americanas e chinesas. Em fevereiro de 1945 ocorre o primeiro desembarque norte-americano no Japão, na ilha de Iwojima.

Ataque a Hiroshima e Nagasaki – Com a Guerra contra o Japão praticamente terminada e vitoriosa, os estadunidenses, para marcar posição e intimidar os Soviéticos, dando início assim à Guerra Fria, a 6 de agosto de 1945 é lançada a primeira bomba atômica sobre Hiroshima, deixando mais de 100 mil mortos e 100 mil feridos. A partir de 8 de agosto tropas soviéticas expulsam os japoneses da Mandchúria e da Coréia e ocupam as ilhas Kurilas e Sakalina. Em 9 de agosto é lançada a segunda bomba atômica, dessa vez sobre Nagasaki, com saldo de vítimas semelhante ao de Hiroshima.

 

O Final da Guerra

 

    Consta que Hitler tenha dado ordem a um Korporaal (Cabo) que o matasse com um tiro e enrolasse seus corpos em pneus, incinerando-os e tornando qualquer identificação impossível para os recursos científicos da época. Há quem diga que cometeu suicidio (difícil ter certeza histórica quanto a este ponto. Mas seus restos mortais jamais foram encontrados) em 30 de abril, com a chegada das tropas soviéticas a Berlim, e o almirante Doenitz forma novo governo e pede o fim das hostilidades. A capital alemã é ocupada em 2 de maio. A Alemanha se rende incondicionalmente em 7 de maio, em Reims. A capitulação do Japão acontece em 2 de setembro, em Tóquio. A 2a Guerra Mundial deixa um saldo de 50 milhões de mortos - Mais de 20 Milhões de Soviéticos e quase 6 Milhões de judeus foram mortos nesse período negro da história humana. Burgueses preocuparam-se em arrolar os "custos financeiros" da Guerra e chegaram à conclusão de que foi de cerca de US$ 1,40 trilhão - com base em que parâmetros? Pergunte a um economista burguês, por obséquio.

 

O Julgamento de Nuremberg

Nasce a ONU e (re)surge o Estado de Israel

    Terminado o conflito, os vitoriosos decidem julgar os líderes nazistas num inédito tribunal internacional de crimes de guerra. A iniciativa contribui para a descoberta dos campos de concentração e extermínio. A sede escolhida é a cidade alemã de Nuremberg, que nos anos 30 havia sido palco dos maiores comícios nazistas. São realizados 13 julgamentos entre 1945 e 1947. Os juizes são norte-americanos, britânicos, franceses e soviéticos. Dos 177 alemães indiciados, 25 são condenados à morte, 20 à prisão perpétua e 97 a penas mais curtas de prisão. São absolvidos 35. No julgamento principal, de novembro de 1945 a setembro de 1946, os réus são os 21 principais líderes nazistas capturados. Dez deles são executados por enforcamento na madrugada de 16 de outubro de 1946; o marechal Hermann Goering suicida-se com veneno em sua cela - fornecido por um oficial estadunidense simpatizante do nazismo - poucas horas antes; para o aristocrata Göring seria uma infâmia ser enforcado...

    Como saldo maior do tribunal, o nascimento da ONU - Organização das Nações Unidas - em 1946 e o ressurgimento, após quase dois milênios, do Estado de Israel que, infelizmente, JAMAIS cumpriu as determinações da ONU quanto aos palestinos, repetindo, ao povo palestino, o tratamento que tiveram dos nazistas... Com um agravante muito sério: à medida em que os anos foram passando e a ONU se subordinando aos interesses estadunidenses e do Mercado de Capitais, tanto EUA quanto Israel - por praticarem sistematicamente guerras improvocadas de agressão e saques - se julgados hoje de acordo com as Leis Implementadas em 1946 em Nuremberg, seguramente seriam condenados como "Estados Terroristas" e teriam seus líderes justiçados...

 

 

A União das Repúblicas Socialistas Soviéticas na "Grande Guerra Pátria"

        Este artigo não eataria completo se olvidássemos o fato de que a URSS enfrentou os Nazistas na parte mais sangrenta do Front com ampla vantagem. Tática e estratégica. Dominando Berlin um mês antes dos aliados ocidentais, fazendo tremular sua bandeira vermelha com uma foice e um martelo no alto do Bundestag, as forças soviéticas conseguiram inclusive evitar que o Sr. John Foster Dulles, comissário do governo estadunidense, negociasse uma rendição aos aliados ocidentais com os russos já dentro de Berlin.

        Donos do maior acervo de fotos e filmes daquele período, uma vez que foram - com vasta margem - os primeiros a chegar e os que, de fato, derrotaram os nazistas, a Mosfilm produziu um filme - em estilo de documentário, alternando imagens originais com grandes atuações de artistas soviéticos famosos, filme este chamado Освобождение -- Osvobozhdenie -  "Libertação", de 1969 - dirigido por Yuri Ozerov, com cerca de 8 horas de duração. Bem documentado e factual, é fundamental para o conhecimento dos fatos daquele período.

        Você pencontra este magnífico documentário na página da Mosfilm em http://cinema.mosfilm.ru/films/film/Osvobozhdenie/osvobojdenie-film-1-ognennaya-duga/

 

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              Aqui, o Documentário de Ozerov retrata com precisão a denúncia de Stálin, relativa a uma tentativa com a finalidade de, montando "um acordo em separado" com as potências ocidentais, libertar toda a cúpula petista, digo, nazista (Adolf Hitler, Joseph Goebbels, Heinrich Himmler, Hans Frank, Wilhelm Frick, Hermann Göring, Rudolf Hess...). Neste ponto os russos, que já estavam bem avante, próximos a Berlim após liberar todos os países da Europa Ocidental e já se avisinhando o desembarque de tropas ocidentais nas costas da Europa (o que ocorre de fato na Normandia, somente a 6 de Junho de 1944)

              O ponto de vista dos russo difere radicalmetne do ponto de vista dos ocidentais. Os russos, DE FATO, derrotaram a besta nazista que se rendeu I N C O N D I C I O N A L M E N T E ao Exército Vermelho!

Durante muitos anos os russos celebraram o День Победы, "Dien Pobieda" o Dia da Vitória - 9 de agosto de 1945 - havendo uma das mais importantes condecorações, a Ordem da Vitória, concedida anualmente naquela data aos merecedores.

 

      Uma coisa que realmente me escapa ao conhecimento são os motivos que levaram os russos a, aparentemente ESCOLHER deixar de ser a Segunda Potência Mundial, com economia planificada, pleno emprego, serviços de saúde, educação e segurança exclusivamente públicos e de excelente qualidade, aluguéis baratos, salários generosos (o mais alto meramente 6 vezes maior que o mínimo), ausência de miséria e prostituição insignificante pela situação de país retalhado, subordinado à Europa Ocidental (à mesma Alemanha derrotada na II Guerra, aliás...) por um lado e "aos mercados" em última instância. Presumo - a aprofundar oportunamente - que a corrida armamentista fomentada pelos EUA, donos de grandes colônias na América Latina e Oriente Médio obrigou a cúpula soviética a também gastar dinheiro precioso (a URSS não tinha colônias, ao contrário, prestava ajuda a vários países como Cuba, Angola, Egito, Síria, Palestina...) que poderia ser empregado em saúde, segurança, educação mas tinha de ser empregado em armamentos para a contenção da sanha assassina do Império, hoje politicamente sozinho no mando bélico do mundo - o mando econômico foi transferido "aos mercados", PLANEJAR, PLANIFICAR a economia, o que é útil e bom para qualquer família ou Nação, está vetado no modelo vigente, Globalizado. A "mão invisível" dos mercados deve comandar tudo e o resultado, lá na Rússia como aqui no Brasil é o que se vê: miséria crescente, prostituição proliferando, desemprego, gente sem moradia, sem terra... Tudo para carrear recursos aos já brutalmente riquíssimos...

    Tenho saudades, muitas saudades, da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas! Não penso que fosse o ideal, nem mesmo "comunista" no estrito sentido do termo, mas seguramente aquele regime era incomparavelmente melhor que o capitalismo de cassino em que o mundo está atolado hoje...

Lázaro Curvêlo Chaves - 9 de maio de 2007

Revisado a 12 Novembro de 2014

 

 

 
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