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25 anos sem Jorge Amado: legado ganha celebração na Flipelô

ResumoJorge Amado, falecido há 25 anos, tem o legado celebrado na 10ª Flipelô, que também marca os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado. Historiadores, familiares e escritores debatem a obra do autor baiano, responsável por traduzir a cultura da Bahia para o público global. A festa literária reafirma a permanência do escritor no imaginário nacional e internacional.

A 10ª edição da Flipelô celebra os 25 anos sem Jorge Amado e os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado. Historiadores, familiares e escritores debatem o legado do autor que traduziu a Bahia para o mundo.

Rafael Albuquerque Tordesilhas
Rafael Albuquerque Tordesilhas Crítico de Cinema Nacional · 06 de agosto de 2026
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VereditoA 10ª edição da Flipelô celebra os 25 anos sem Jorge Amado e os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado. Historiadores, familiares e escritores debatem o legado do autor que traduziu a Bahia para o mundo.

A 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) começou na noite de ontem (4) e segue até o próximo domingo (9), nas ruas do Pelourinho, em Salvador. A celebração deste ano marca os 25 anos sem Jorge Amado (1912-2001) e também os 40 anos de criação da Fundação Casa de Jorge Amado, instituição que guarda o acervo do autor. A expectativa dos organizadores é que cerca de 250 mil pessoas passem pelo evento, considerada a maior festa literária da Bahia.

Autor de livros como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra, Jorge Amado é a tradução da Bahia. "É como se Jorge Amado fizesse selfies de Salvador", comparou o historiador Rafael Dantas, em entrevista à Agência Brasil.

Dantas participou de uma mesa que celebrou os 40 anos da fundação. Para ele, Jorge Amado foi um "tradutor desse modo de viver da Bahia e do Brasil ao longo do tempo". "Se naquela época ele não tinha um celular para fazer uma selfie, ele conseguiu fazer um registro através de sua escrita. E é justamente isso que é tão especial no trabalho do Jorge Amado", disse.

Nas obras de Amado, a Bahia é descrita não só por suas ruas, comidas e casarios, mas também por seu povo e costumes. Toda sua obra promove uma reflexão sobre os problemas sociais brasileiros. "Jorge vai encontrar um momento de transição do ponto de vista social. Ele retrata uma sociedade baiana com resquícios de um passado, com tensões raciais, desigualdades, questões de trabalho e de gênero", afirmou Dantas.

Paloma Jorge Amado, filha do autor, falou sobre a saudade: "São 25 anos da morte do meu pai hoje e são 25 anos em que eu sinto tristeza a cada dia". Ela destacou o "legado de humanismo, de igualdade e de fim para os preconceitos" deixado pelo pai. Angela Fraga, presidente da Fundação Casa de Jorge Amado, lembrou que a fundação recebe visitantes que dizem: "Eu vim para a Bahia porque eu li Jubiabá".

O escritor Domingos Ailton, secretário de Cultura e Turismo de Jequié (BA) e autor do livro Anésia Cauaçu, afirmou que Jorge Amado segue atual. "Jorge Amado é minha maior inspiração como escritor e um autor que teve uma importância muito grande para divulgar a cultura popular da Bahia", disse. A programação completa da Flipelô está disponível no site oficial.

O cinema do país se faz em muitos sotaques, e a literatura de Jorge Amado é um dos pilares dessa diversidade. Bom filme não tem CEP, e boa literatura também não. O legado do autor baiano segue vivo, não apenas nos livros, mas na celebração que reúne gerações no Pelourinho.

Perguntas Frequentes

Quando acontece a Flipelô 2026?

A Flipelô começou na noite de 4 de agosto e vai até domingo, 9 de agosto, no Pelourinho, em Salvador.

Qual a expectativa de público para a Flipelô?

A organização espera cerca de 250 mil pessoas durante os dias de evento.

O que celebra a Flipelô deste ano?

A edição celebra os 25 anos sem Jorge Amado e os 40 anos da Fundação Casa de Jorge Amado.

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