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Prêmio Jabuti Acadêmico 2026: vencedores em São Paulo

ResumoO Prêmio Jabuti Acadêmico 2026, organizado pela CBL, anunciou vencedores em cerimônia no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. A 3ª edição premiou obras sobre crise climática e desigualdade social, destacando pesquisas acadêmicas de impacto público. A lista completa dos contemplados inclui categorias como ciências, humanidades e tecnologia, com ênfase em inovação metodológica.

A CBL revelou os vencedores do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico em cerimônia no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Obras sobre crise climática e desigualdade social estão entre os destaques.

Rafael Albuquerque Tordesilhas
Rafael Albuquerque Tordesilhas Crítico de Cinema Nacional · 12 de agosto de 2026
Prêmio Jabuti Acadêmico 2026: vencedores em São Paulo
7.5/10
VereditoA CBL revelou os vencedores do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico em cerimônia no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. Obras sobre crise climática e desigualdade social estão entre os destaques.

Cerimônia em São Paulo revela vencedores do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou, na noite de terça-feira (11), os premiados da 3ª edição do Prêmio Jabuti Acadêmico. A cerimônia aconteceu no Teatro Sérgio Cardoso, na capital paulista. A premiação, criada em 2024, é voltada a obras acadêmicas, científicas e técnicas, e amplia a visibilidade de autores e editoras desses segmentos.

O que é o Prêmio Jabuti Acadêmico? É uma premiação anual da CBL que reconhece obras acadêmicas, científicas e técnicas publicadas no Brasil. A edição de 2026 contou com 27 categorias divididas em dois eixos: Ciência e Cultura e Prêmios Especiais. Os vencedores receberam a estatueta do Jabuti Acadêmico e um prêmio de R$ 5 mil. As editoras das obras premiadas também receberam a estatueta.

Destaques entre os vencedores do Jabuti Acadêmico

Entre os vencedores, há obras sobre desafios contemporâneos e questões históricas que ainda reverberam na atualidade, como crise climática, desigualdade social, ditadura militar e saberes tradicionais indígenas e africanos.

Na categoria Antropologia, Sociologia, Demografia, Ciência Política e Relações Internacionais, venceu O jeito Yanomami de pendurar redes (Editora Perspectiva), de Thiago Benucci. Já em Economia, o prêmio foi para A loteria do nascimento: filha do porteiro termina universidade, mas não alcança filho do rico (Editora Jandaíra), de Fillipi Nascimento e Michael França.

Em Ciências Agrárias e Ciências Ambientais, o título vencedor foi Saúde do solo em ecossistemas tropicais: a base para mitigação e adaptação às mudanças climáticas (Editora Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz), de Carlos Eduardo Pellegrino Cerri, Carlos Roberto Pinheiro Junior, Lucas Pecci Canisares e Maurício Roberto Cherubin.

Na categoria Ciências da Religião e Teologia, o prêmio foi para Brasil africano: orixás, sacerdotes, seguidores (Editora Pallas), de Reginaldo Prandi. Em Comunicação e Informação, o 1º lugar ficou com Crime sem castigo: como os militares mataram Rubens Paiva (Editora Matrix), de Juliana Dal Piva. A lista completa dos premiados está disponível no site da CBL.

Homenagem a José Goldemberg, Personalidade Acadêmica

O grande homenageado da noite foi o físico, professor e pesquisador José Goldemberg, anunciado pela CBL como a Personalidade Acadêmica desta 3ª edição. Ele esteve na cerimônia para receber a estatueta. A homenagem reconhece sua trajetória científica, liderança acadêmica e contribuição para o desenvolvimento da ciência, das políticas públicas e da sustentabilidade.

Em seu discurso, Goldemberg disse: "Sou um produto típico da educação pública e laica do Brasil. Escola primária em Porto Alegre, ginásio no Colégio Estadual Júlio de Castilhos, de forte influência positivista, para quem a ciência é o motor da história, e Universidade de São Paulo (USP), em 1945."

O pesquisador relatou que fez pesquisas em física nuclear na USP e no exterior, nas universidades de Stafford e de Paris. Após 20 anos dedicados à pesquisa, passou a atuar na SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), em defesa da ciência, durante o período do governo autoritário. Como reitor da USP, de 1986 a 1990, tentou recuperar o nível acadêmico da universidade.

Goldemberg também mencionou seu trabalho com fontes de energia renováveis e biocombustíveis. Em 1988, publicou, com colegas de outros países, o livro Energy for a Sustainable World, que se tornou referência na área e impulsionou a transição energética global. Segundo a CBL, ao longo de mais de sete décadas, ele se consolidou como uma das principais referências da ciência brasileira e internacional.

Entre os reconhecimentos recebidos por Goldemberg estão o Blue Planet Prize (Japão, 2008) e o Trieste Science Prize, da Academia Mundial de Ciências (TWAS), em 2010.

Livro Acadêmico Clássico 2026

A noite também teve homenagem à obra História das Mulheres no Brasil, da historiadora Mary Del Priore, como o Livro Acadêmico Clássico 2026. O objetivo é reconhecer obras de relevância permanente para a produção do conhecimento no país. O título foi escolhido pela diretoria da CBL após consulta pública inicial.

Perguntas Frequentes

Quando foi a cerimônia do 3º Prêmio Jabuti Acadêmico?

A cerimônia aconteceu na noite de terça-feira (11), no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo.

Quantas categorias teve o Jabuti Acadêmico 2026?

Foram 27 categorias, divididas em dois eixos: Ciência e Cultura e Prêmios Especiais.

Quanto ganha o vencedor do Jabuti Acadêmico?

Cada autor vencedor recebeu R$ 5 mil e a estatueta do Jabuti Acadêmico. As editoras também receberam a estatueta.

Quem foi homenageado como Personalidade Acadêmica?

O físico José Goldemberg foi anunciado pela CBL como a Personalidade Acadêmica da 3ª edição.

O que é o Livro Acadêmico Clássico?

É uma homenagem a obras de relevância permanente, como História das Mulheres no Brasil, de Mary Del Priore, escolhida pela diretoria da CBL.

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