Exposição O Tempo das Plantas: troca cultural e desaceleração
A exposição O Tempo das Plantas, em cartaz no Rio de Janeiro, propõe uma troca cultural que convida o visitante a desacelerar. A mostra reúne obras que conectam o ritmo da natureza à história colonial brasileira.
Exposição O Tempo das Plantas propõe troca cultural e desaceleração
A exposição O Tempo das Plantas, em cartaz no Rio de Janeiro, propõe uma troca cultural que convida o visitante a desacelerar. A mostra reúne obras que conectam o ritmo da natureza à história colonial brasileira. Curada por curadoria de arte contemporânea, a exposição ocupa o Museu de Arte do Rio (MAR) até março de 2026.
Troca cultural: plantas como mediadoras
A exposição parte da ideia de que as plantas não são apenas pano de fundo, mas agentes históricos. Obras de artistas contemporâneos dialogam com espécies botânicas que chegaram ao Brasil durante o período colonial, como a cana-de-açúcar e o café. Segundo o curador, a mostra "desafia a narrativa de que a natureza é passiva".
O historiador cultural Sérgio Buarque de Holanda, em "Raízes do Brasil" (1936), já apontava como a exploração agrícola moldou a sociedade brasileira. A exposição retoma essa discussão, mostrando que as plantas foram vetores de troca cultural e violência.
Desaceleração: resistência ao tempo acelerado
A exposição propõe uma experiência de desaceleração. O visitante é convidado a observar o crescimento de mudas, ouvir sons da natureza e ler textos sobre o tempo lento das plantas. "É um antídoto ao ritmo frenético das cidades", afirma a curadora.
A ideia dialoga com o conceito de "slow art", movimento que ganhou força nos anos 2000. A exposição sugere que a arte pode ser um espaço de pausa, não de consumo rápido.
Contexto histórico: plantas e poder colonial
A exposição não romantiza a troca cultural. Ela lembra que a cana-de-açúcar, por exemplo, foi cultivada com mão de obra escravizada. "A planta é um documento histórico", diz o texto curatorial.
Dados do IBGE indicam que o Brasil ainda é um dos maiores exportadores de commodities agrícolas. A exposição conecta esse presente ao passado, mostrando como a dependência econômica de plantas tem raízes coloniais.
Obras e artistas
A mostra reúne 30 obras de 15 artistas, entre brasileiros e estrangeiros. Destaque para a instalação "Jardim das Delícias", de Anna Maria Maiolino, que usa sementes e terra. Outra obra, "Herbário Colonial", de Paulo Nazareth, reúne plantas coletadas em antigos engenhos.
Como visitar
A exposição fica no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá. A entrada custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Funciona de terça a domingo, das 10h às 17h. A visitação dura em média 1h30.
Perguntas Frequentes
O que é a exposição O Tempo das Plantas?
É uma mostra de arte contemporânea que propõe uma troca cultural com o público, convidando à desaceleração.
Onde fica a exposição O Tempo das Plantas?
No Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, Rio de Janeiro.
Até quando fica a exposição?
Até março de 2026.
Quanto custa o ingresso?
R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).
A exposição é adequada para crianças?
Sim, a mostra tem atividades interativas para crianças a partir de 6 anos.
Qual o horário de funcionamento?
De terça a domingo, das 10h às 17h.