Crítica · Análises e Críticas

Festival Bonito CineSur promove integração audiovisual sul-americana em 2026

ResumoO Festival Bonito CineSur 2026, em Bonito (MS), reúne 32 produções de 13 países sul-americanos para promover integração audiovisual. A curadoria valoriza qualidade estética e narrativa, com destaque para filmes indígenas e homenagem ao cineasta Vincent. O evento gratuito fortalece o intercâmbio cultural entre nações da América do Sul.

Começa nesta sexta-feira (24) em Bonito (MS) a 4ª edição do festival de cinema Bonito CineSur, que reúne 32 produções de 13 países sul-americanos. Com curadoria que valoriza qualidade estética e narrativa, o evento gratuito destaca filmes indígenas, homenageia o cineasta Vincent

Lourdes Wenceslau Pádua
Lourdes Wenceslau Pádua Cronista de Cultura e Cotidiano · 24 de julho de 2026
Festival Bonito CineSur promove integração audiovisual sul-americana em 2026
9.3/10
VereditoComeça nesta sexta-feira (24) em Bonito (MS) a 4ª edição do festival de cinema Bonito CineSur, que reúne 32 produções de 13 países sul-americanos. Com curadoria que valoriza qualidade estética e narrativa, o evento gratuito destaca filmes indígenas, homenageia o cineasta Vincent

Festival Bonito CineSur promove integração audiovisual sul-americana em 2026

Começa nesta sexta-feira (24), em Bonito (MS), a quarta edição do festival de cinema Bonito CineSur, definido pela organização como um espaço de encontro e integração do cinema e do audiovisual sul-americano. O evento gratuito reúne 32 produções de 13 países da América do Sul, com mostras que incluem filmes de longa e curta-metragem, palestras, cine debates e atividades formativas, até sábado (1º/8), no Centro de Convenções de Bonito.

Mesmo sem ser uma escolha deliberada da curadoria, o festival levará ao público uma diversidade de filmes que abordam narrativas ou contextos indígenas. Segundo o curador Zé Geraldo Couto, a seleção combina qualidade estética e narrativa, tema relevante e capacidade de se comunicar com um público amplo. A presença maior dessa temática se encontra na Mostra Ambiental, na Sul-Mato-Grossense e em sessões especiais.

Filmes indígenas em destaque

Entre as obras com temática indígena, destaca-se "Aldeia de Nalike", documentário realizado por Claude Lévi-Strauss e Dina Lévi-Strauss em 1936, que apresenta um registro do povo Kadiwéu, na região de Porto Murtinho (MS). Pela primeira vez, o filme silencioso, rodado em 16 milímetros, terá execução de uma trilha sonora original, criada para recompor o trabalho. "É um filme silencioso, rodado em 16 milímetros e, pela primeira vez, teremos a execução de uma trilha sonora e musical, original", explicou Marcos Pierry, curador da Mostra Sul-Mato-Grossense.

Outro destaque é "Vípuxovuko-Aldeia", de Dannon Lacerda, sobre a comunidade Terena em Campo Grande (MS), a partir de uma perspectiva queer e ancestral. O festival também exibe o curta colombiano "Sukua", sobre um menino da etnia Cogui, e o boliviano "Uma Uñjirinaka Cuidadorxs del Água", que mostra comunidades lutando contra a contaminação da água.

Homenagens e sessão especial

O evento homenageia o cineasta Vincent Carelli, agraciado com o Troféu Pantanal pelo conjunto de sua obra cinematográfica, que inclui filmes como "Corumbiara" e "Martírio". Carelli criou o projeto Vídeo nas Aldeias, em 1986, que contribuiu para a produção de mais de 70 filmes por indígenas. "A coisa começa a ficar interessante quando eles mesmos fazem seus filmes e narrativas", disse Carelli, destacando a autovalorização das comunidades.

A atriz chilena Paulina García também é homenageada. Ela atua em "Querido Trópico", filme de abertura exibido no dia 24, às 19h30. García venceu o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim por "Gloria".

O líder indígena Almir Suruí deve acompanhar uma sessão especial do filme "Minha Terra Estrangeira", dos cineastas João Moreira Salles e Louise Botkay, na terça-feira (28). O longa documental acompanha Suruí e sua filha Txai na luta pela preservação da Amazônia.

Programação gratuita e diversidade sul-americana

Participam do festival produções de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela. Todas as atividades são gratuitas. Mais informações sobre o Festival de Cinema Sul-Americano (CineSur) podem ser obtidas no site oficial.

Perguntas Frequentes

Quando e onde acontece o Festival Bonito CineSur?

O festival ocorre entre 24 de julho e 1º de agosto de 2026, no Centro de Convenções de Bonito (MS).

Quantos filmes serão exibidos?

São 32 produções cinematográficas de 13 países da América do Sul.

Quem são os homenageados da 4ª edição?

O cineasta Vincent Carelli recebe o Troféu Pantanal, e a atriz chilena Paulina García também é homenageada.

O festival tem filmes com temática indígena?

Sim, há obras como "Aldeia de Nalike", "Vípuxovuko-Aldeia", "Sukua" e "Minha Terra Estrangeira", entre outras.

As atividades são pagas?

Não, todas as atividades promovidas pelo CineSur são gratuitas.

Como obter mais informações?

Mais informações podem ser obtidas no site oficial do festival.

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