São Paulo: Flipei terá mais de 180 convidados e 65 mesas de debates
A oitava edição da Flipei acontece de 5 a 9 de agosto em São Paulo, reunindo mais de 180 convidados e 65 mesas de debates sobre temas atuais. A programação é gratuita e abrange diferentes espaços culturais.
São Paulo: Flipei terá mais de 180 convidados e 65 mesas de debates
A oitava edição da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei) começa na próxima quarta-feira (5) e vai até domingo (9) na região central da capital paulista. A programação é gratuita e ocorrerá em diversos locais, como o Espaço Cultural Elza Soares e o Café Colombiano.
O que esperar da Flipei 2026
A Flipei se consolidou como um espaço de resistência cultural e pensamento crítico desde 2018. Nesta edição, mais de 180 convidados participarão de 65 mesas de debates que abordarão questões como os ataques israelenses à Palestina, maternidade, psicoativos e saúde mental, além de temas como justiça climática e bibliodiversidade.
Convidados de destaque
Entre os nomes internacionais, estão Ruth Wilson Gilmore, reconhecida no debate sobre abolicionismo penal; Gideon Levy, colunista do Haaretz e autor de O Massacre de Gaza; e a ativista Medea Benjamin, cofundadora do Code Pink.
No cenário nacional, o festival contará com a presença da deputada Luiza Erundina e da escritora Cida Bento, além da ativista indígena Txai Suruí. É uma oportunidade para ouvir vozes que frequentemente são marginalizadas nas discussões culturais.
Exposição e novas propostas
A Flipei também traz de volta a exposição Funk: um Grito de Ousadia e Liberdade, que foi encerrada no Museu da Língua Portuguesa devido a pressões políticas. Essa mostra, agora montada na Central 1926, reafirma a resistência cultural do festival.
Uma novidade nesta edição é a inclusão do esporte popular na programação, com campeonatos de pebolim e boxe popular, reforçando a ideia de ação social e cuidado coletivo.
A Flipei prevê mais de 150 expositores, mais de dez atrações musicais e atividades dedicadas às infâncias com perspectiva indígena e afro-brasileira. Estão envolvidos cerca de 70 trabalhadores diretos e quase 500 indiretos do setor cultural e editorial.
A organização destaca que a Flipei continua a ser um território livre para as manifestações periféricas e insurgentes, um espaço fundamental para a cultura contemporânea no Brasil.